O livro

 

Resumo

 

 

    Resultado de sua tese de Doutorado na Universidade de São Paulo, o livro científico "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-89017-01-X) do Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (1944) lançado em 07.12.2000 pela Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba possui conteúdo regional, mas apresenta interesse nacional e internacional. O livro-documentário de 336 páginas de 46 linhas cada está dividido em oito partes. A primeira focaliza o Brasil africano: as culturas africanas no Brasil, a população afro-brasileira, as comunidades negras do país, línguas em contato e o contato de línguas africanas com a língua portuguesa. A segunda parte faz um estudo sociológico e histórico de uma parte da região administrativa de Sorocaba, Estado de São Paulo, Brasil. Trata da História de alguns municípios da região administrativa de Sorocaba (Sorocaba, Itapetininga, Pilar do Sul, Sarapuí, Salto de Pirapora e Araçoiaba da Serra) e das comunidades negras do Cafundó (Salto de Pirapora) e do antigo Caxambu (Sarapuí). Além do Cafundó e do antigo Caxambu, a obra focaliza também a antiga Fazendinha dos Pretos (Salto de Pirapora), os antigos Camargo e a antiga Fazenda do Pilar. O livro contém estudos de genealogia, de proprietários rurais e de propriedades com a presença de mão-de-obra escrava. O livro é totalmente científico e, portanto, isento de qualquer tendência. Ainda nesta segunda parte, a obra traz também "causos" do folclore da região (lobisomem, boitatá, saci, etc.) que o tempo já vem, infelizmente, apagando. A partir da terceira parte, surgem os estudos lingüísticos da fala africana denominada "cupópia", o traço cultural mais forte da região. Esta fala existe no Cafundó (Salto de Pirapora), mas nasceu no antigo Caxambu (Sarapuí). A pesquisa de campo possui dois dicionários: "cupópia"-português e português-"cupópia". Estes são lexicais, perifrásticos e possuem transcrição fonética. A obra contém descrição da "cupópia" nos níveis fonético-fonológico, morfológico, sintático, semântico e textual. Este trabalho de ecologia lingüística que segue uma linha gerativo-textual apresenta comparações entre algumas falas africanas do Brasil e trata destas historicamente. Mapas, documentos e fotos quase todas tiradas pelo próprio autor ilustram a obra que possui também um "corpus" de palavras, perífrases, enunciados e vinte e dois textos da "cupópia" com tradução para o português.

Expressões e palavras-chave: sociolingüística, "cupópia", comunidades negras, gerativo-textual, língua portuguesa rural, ecologia lingüística, descrição lingüística, repertório africano, remanescentes africanos, falas africanas, Caxambu, História, questões fundiárias, escravidão, Cafundó, narrações, lendas, folclore, tropeirismo, capelas, cemitérios, casarões, os Camargo, Fazendinha dos Pretos, Fazenda do Pilar, genealogias, História de Sorocaba, Região de Sorocaba, História de Itapetininga, História de Salto de Pirapora, História de Pilar do Sul, História de Sarapuí, História de Araçoiaba da Serra. Aluísio de Almeida

 

Observação - Este livro pode ser complementado com o livro "Notas e Documentos Complementares", publicado em 2015. Queira vê-lo no painel de abertura deste site ou direto no link abaixo: http://www.cafundo.site.br.com/Livro_Notas_e_Documentos_Complementares.html.

 

Utilidades do livro

 

Dentre as inúmeras utilidades, esta obra

1) oferece elementos para ampliar os estudos da lingüística africana no Brasil.
2) fornece elementos para a lingüística geral.
3) contribui para a pesquisa do negro brasileiro
antes e depois da Abolição.

4) oferece elementos para o estudo do português rural brasileiro.
5) contribui para o estudo dos bairros rurais brasileiros.
6) dá sua contribuição para o mapeamento das comunidades negras no Brasil, objetivando novos estudos lingüísticos e não lingüísticos.
7) contém um inquérito lingüístico que pode servir para futuras pesquisas lingüísticas de campo.
8) busca a preservação da “cupópia”. Assim, é possível dizer que a obra representa um estudo de ecolingüística. A resistência lingüística dos usuários da “cupópia” revela também atitudes ecolingüísticas. O desaparecimento de uma fala e da cultura de seus usuários representa uma perda para a compreensão do próprio homem. Assim, não é possível o desaparecimento da “cupópia” sem os necessários registros e estudos.
9) oferece subsídios para vários cursos universitários: História, Sociologia, Antropologia, Letras, Jornalismo, Lingüística, Direito, etc.
10) possui um vasto material que pode perfeitamente ser aproveitado para novos estudos.
11) tenta esclarecer questões fundiárias de alguns pontos da região focalizada cuja solução positiva ou negativa para os interessados é de competência exclusiva das autoridades governamentais.
12) pode fornecer, através de seu estilo simples, elementos para reportagens jornalísticas.
13) pode ser usada por folcloristas e por alunos da rede escolar, pois possui curiosas narrações.
14) contém elementos que servem para a História de várias localidades da região focalizada. Dentre estes, estão as genealogias.
15) contém valores de escravos e de terras em diversos momentos. São interessantes para quem se dedica a estudos econômicos do Brasil antigo.
16) fornece subsídios para o estudo da escravidão no Brasil.
17) dá informações sobre os documentos referentes à região estudada.
18) oferece informações históricas a respeito de cemitérios, de capelas e de casarões da região focalizada.
19) apresenta documentos de modo a tornar fácil, prática e rápida a assimilação total de seu conteúdo.

 

Nomes de pessoas estudadas no livro

 

A lista em ordem alfabética contém em sua grande maioria nomes de proprietários rurais. Nos textos do livro, estes proprietários aparecem com os seus cônjuges, ascendentes e descendentes ao lado de fatos históricos provenientes de inventários e outros documentos. A lista é só dos que estão com títulos no livro. Nos textos, aparecem também outros nomes ligados aos nomes focalizados.

 

Agenor Alves Moreira, Altino Leite, Américo Antônio Aires, Américo Antônio Aires (homônimo), Ana Maria de Oliveira Leme, Antônio de Almeida Leite (Tenente), Antônio de Almeida Leite Penteado (Capitão), Antônio Gabriel de Oliveira, Antônio João Ordonho, Antônio Joaquim de Oliveira, Arcelino Aires de Campos, Belizária Aires de Oliveira, Francisco de Paula Penteado, Francisco Leme de Campos, Francisco Manuel de Oliveira, Francisco Ramos, Francisco Romão, Hermenegilda Ferreira Prestes, Holtz (família), Honório de Almeida Barros, Jerônimo Antônio Gonçalves, Jesuíno de Cerqueira César, João Batista de Almeida Barros, João de Almeida Leite, João de Camargo, João Manuel de Oliveira, Joaquim Aires de Oliveira, Joaquim Florêncio Leite, Joaquim Leme de Campos, Joaquim Manuel de Oliveira, Joaquim Silvério Castanho, José Antunes de Sousa Branco, José de Almeida Lara, José de Almeida Lara (homônimo), José Joaquim de Camargo, José Joaquim de Camargo (homônimo), José Manuel de Oliveira, Josefa Leite de Godói, Josefa Maria de Camargo, Juquinha Leme, Luís de Camargo Barros, Luzia de Almeida Leite, Manuel de Almeida Leite, Manuel Moreira Farrapo, Manuel Paulino Aires (Padre), Manuel Paulino Aires (homônimo), Marcílio Farrapo, Maria da Anunciação, Maria Ferraz de Almeida, Maria Madalena de Camargo, Maria Perpétua Aires, Maria Vieira de Santana, Mariana de Sampaio, Paulino Aires de Aguirre, Pedro de Almeida Lara, Pedro Pires de Melo, Pires (família), Roberto Dias Batista, Rosa (família), Salvador de Almeida Leite, Salvador de Oliveira Leme, Tomé de Almeida Lara e Urbano José de Siqueira.

 

Alguns locais onde o livro pode ser consultado

 

O livro não comercial foi distribuído pela Prefeiura de Sorocaba às bibliotecas escolares, públicas, universitárias, municipais, etc. Lista de apenas alguns locais onde o livro pode ser consultado: Pilar do Sul, Sarapuí, Araçoiaba da Serra, Itapetininga, Salto de Pirapora, Itu, Guareí, Porto Feliz, Tatuí, Piedade e Votorantim. Em Salto de Pirapora, o livro está na Biblioteca Municipal, na Câmara Municipal e na E.E. Afonso Vergueiro. Em Sorocaba, o livro pode ser encontrado nas bibliotecas municipais em frente da ACM e ao lado da Prefeitura Municipal. Encontra-se também nas bibliotecas do Museu Histórico Sorocabano do Parque e Zoológico Quinzinho de Barros, do Museu Ferroviário, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) e no Gabinete de Leitura Sorocabano. Em Sorocaba, o livro está também no site VIVAcidade (www.vivacidade.com.br), nos jornais Diário de Sorocaba e Cruzeiro do Sul, em algumas faculdades e instituições culturais. Em Itapetininga, o livro está no Instituto de Educação Peixoto Gomide, no Jornal Nossa Terra, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e na Biblioteca Municipal. O livro pode ser encontrado também em universidades brasileiras nos departamentos de Lingüística, Sociologia, História e Antropologia. Em Brasília, o livro encontra-se na Universidade de Brasília (Departamento de Lingüística), na Fundação Cultural Palmares e na Procuradoria Geral da República. Na cidade do Rio de Janeiro, a obra é encontrada na Biblioteca Nacional. Na cidade de São Paulo, o livro está na Universidade de São Paulo (Departamentos de Lingüística, de Sociologia e de Antropologia, Centro de Estudos Africanos, Escola de Comunicações e Artes, Núcleo de Consciência Negra e Biblioteca Central), no Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), na biblioteca da TV Cultura, na Biblioteca Mário de Andrade, na Biblioteca Municipal Sérgio Milliet do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Paraíso) e no Arquivo do Estado de São Paulo - AESP (Rua Voluntários da Pátria, 596, Santana). Em Lages, SC, o livro está na biblioteca do Museu Thiago de Castro.

 

Apresentação

 

As apresentações podem ser lidas neste site na parte referente à segunda edição do livro (Clique Aqui).

 

 

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