Espaço do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores"

 

2a. Edição - 2009

 

 

O espaço deste livro (segunda edição) contém as seguintes seções grafadas em verde neste índice:

 

> O autor

> O livro

> Nomes de pessoas estudadas no livro

> Reportagens

> Entrevistas

> Artigos

 

 

O autor

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho

   Filho de Sílvio Vieira de Andrade (ex-prefeito e vereador de Guareí, SP, por duas legislaturas) e de Dona Filomena Aparecida Vieira, o autor nasceu na mencionada cidade em 06.10.1944. Em 1971, casou-se com Célia Maria Cruz Vieira de Andrade em Sorocaba, cidade onde o casal vive com os filhos. Em Guareí, o autor fez o curso primário. Fez os cursos ginasial e clássico no Instituto de Educação "Peixoto Gomide" de Itapetininga. Depois da graduação em Letras, concluiu a pós-graduação em Filologia Românica na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, tendo realizado um estudo contrastivo do sistema temporal das línguas românicas (1970). No ano seguinte, como bolsista do Instituto de Alta Cultura de Lisboa, inteirou-se dos estudos dialetológicos da língua portuguesa na Universidade de Lisboa, Portugal. Este fato foi lembrado por Almeida (1976:25) ao focalizar a genealogia da família do autor. A partir de 1982, Sílvio Vieira de Andrade Filho freqüentou os cursos de Lingüística do Mestrado da Puccamp. Para a obtenção do título de Mestre, elaborou a dissertação "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" (1986). Nesta data, começou a freqüentar os cursos de Lingüística da Universidade de São Paulo e a tese de Doutorado de 1993 resultou na obra "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", ISBN: 85-89017-01-X, Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000. Objeto de reportagens na mídia, esta obra tem levado o autor a congressos científicos e à elaboração de artigos. O livro “Guareí”, ISBN 85-904104-1-2, surgiu em 2004 e foi patrocinado pela Prefeitura Municipal e Câmara Municipal de Guareí. Por conta desta obra, o autor tem recebido grande quantidade de emails de pesquisadores e de pessoas naturais do referido município e da região que residem em diversos pontos do Brasil. O livro “Itapetininga”, ISBN 85-904104-3-9, é de 2006. Com este, o autor também tem recebido grande quantidade de emails com apreciações positivas de pessoas que têm vínculos com o referido município paulista e que residem em várias partes do Brasil. A segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", ISBN: 85-904104-2-0, data de 2009. Cada obra completa as demais.

E-mail e sites do autor

Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) tem dois sites diferentes com estes endereços:

 

http://www.cafundo.site.br.com

 

http://inforum.insite.com.br/8400

 

O livro

 

Resumo (2a. edição)

 

 

  Resultado de sua tese de Doutorado na Universidade de São Paulo, a segunda edição do livro-documentário "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0), RR Donnelley, São Paulo, 2009, do Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho, contém 456 páginas de 46 linhas cada (120 páginas a mais do que a primeira edição). A obra está dividida em oito partes. A primeira focaliza o Brasil africano: as culturas africanas no Brasil, a população afro-brasileira, as comunidades negras do país, línguas em contato e o contato de línguas africanas com a língua portuguesa. A segunda parte estuda o surgimento de algumas localidades e a formação de alguns municípios que saíram do antigo e extenso território de Sorocaba (atual Estado de São Paulo, Brasil). Estuda também os desdobramentos territoriais posteriores. Focaliza também sesmarias, proprietários e propriedades rurais com a presença de escravos. Trata também de comunidades negras com suas questões fundiárias, com suas lendas, narrações, etc. A partir das terceira parte, surgem os estudos lingüísticos da "cupópia", fala africana existente no Cafundó (bairro rural do município paulista de Salto de Pirapora), mas que nasceu no antigo Caxambu (no município paulista de Sarapuí). A pesquisa de campo possui dois dicionários: "cupópia"-português e português-"cupópia". Estes são lexicais, perifrásticos, sendo que as palavras da "cupópia" possuem transcrição fonética. A obra contém uma descrição da "cupópia" nos níveis fonético-fonológico, morfológico, sintático, semântico e textual. Este trabalho de ecologia lingüística que segue uma linha gerativo-textual apresenta comparações entre algumas falas africanas do Brasil e trata destas historicamente. Mapas, documentos e fotos quase todas tiradas pelo próprio autor ilustram a obra que possui também um "corpus" da referida fala africana formado de palavras, perífrases, enunciados e vinte e dois textos da "cupópia" com tradução para o português. Na parte final do livro, encontra-se a repercussão muito positiva da edição anterior.

 

Expressões e palavras-chave: lingüística, sociolingüística, "cupópia", português rural brasileiro, comunidades negras, gerativo-textual, língua portuguesa, ecologia lingüística, descrição lingüística, repertório africano, remanescentes africanos, falas africanas, Caxambu, História, desmembramentos territoriais, questões fundiárias, escravidão, Cafundó, narrações, lendas, folclore, tropeirismo, capelas, cemitérios, casarões, Fazendinha dos Pretos, Fazenda do Pilar, genealogias, sesmarias, propriedades rurais antigas, proprietários rurais antigos, móveis, transportes, objetos antigos, escravos, municípios (Sorocaba, Itapetininga, Sarapuí, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, Araçoiaba da Serra, Votorantim), economia antiga, migrações, analfabetismo, urbanização e industrialização.

 

Observações

 

1 - O item "Os antecedentes e os primeiros momentos" do livro "Itapetininga" está também na segunda edição do livro "Um Estudo...." e sofreu significativos acréscimos. A segunda edição traz também novos documentos a respeito de antigos proprietários rurais que entraram no livro "Itapetininga".

2 - No referente a Guareí, a segunda edição do livro "Um Estudo...." traz interessante documento de 1751. A segunda edição traz também novos documentos a respeito de antigos proprietários rurais que entraram no livro "Guareí".

 

Utilidades do livro

 

Dentre as inúmeras utilidades, esta obra

1) oferece elementos para ampliar os estudos da lingüística africana no Brasil.
2) fornece elementos para a lingüística geral.
3) contribui para a pesquisa do negro brasileiro
antes e depois da Abolição.

4) oferece elementos para o estudo do português rural brasileiro.
5) contribui para o estudo dos bairros rurais brasileiros dos quais o Caxambu e o Cafundó são símbolos. Há tantos outros Cafundós e Caxambus no Brasil. Uns sobrevivendo com dificuldades. Outros, nem isto conseguindo.
6) dá sua contribuição para o mapeamento das comunidades negras no Brasil, objetivando novos estudos lingüísticos e não lingüísticos.
7) contém um inquérito lingüístico que pode servir para futuras pesquisas lingüísticas de campo.
8) busca a preservação da “cupópia”. Assim, é possível dizer que a obra representa um estudo de ecolingüística. A resistência lingüística dos usuários da “cupópia” revela também atitudes ecolingüísticas. O desaparecimento de uma fala e da cultura de seus usuários representa uma perda para a compreensão do próprio homem. Assim, não é possível admitir o desaparecimento da referida fala africana sem os necessários registros e estudos.
9) oferece subsídios para vários cursos universitários: História, Sociologia, Antropologia, Letras, Jornalismo, Lingüística, Direito, Cinema, etc.
10) possui vasto material que pode perfeitamente ser aproveitado para novos estudos.
11) trata de questões fundiárias de alguns pontos da região focalizada cuja solução positiva ou negativa para os interessados é de competência exclusiva do governo brasileiro.

12) pode fornecer, através de seu estilo simples, elementos para reportagens jornalísticas.
13) pode ser aproveitada por folcloristas e pela rede escolar, pois possui curiosas narrações envolvendo sacis, lobisomens, etc.
14) contribui para a História de várias localidades da região focalizada com suas propriedades rurais.
15) contém valores de escravos e de terras em diversos momentos. São interessantes para os estudos econômicos do Brasil antigo.
16) fornece subsídios para o estudo da escravidão no Brasil.
17) dá informações sobre os documentos referentes à região estudada.
18) oferece informações históricas a respeito de cemitérios, de capelas e de casarões da região focalizada.
19) possui resenhas de documentos que tornam fácil, prática e rápida a assimilação de seu conteúdo.

20) contribui para os estudos genealógicos da região em foco.

21) oferece caminhos ao leitor da região para buscar dados genealógicos de sua própria família.

22) pode ser usada por órgãos governamentais por possuir farta documentação.

 

Alguns locais onde o livro pode ser consultado

 

Além de particulares, oferecemos uma lista de locais públicos onde o livro pode ser consultado como Pilar do Sul, Sarapuí, Araçoiaba da Serra, Itapetininga, Salto de Pirapora, Itu, Guareí, Porto Feliz, Tatuí, Piedade e Votorantim. Em Pilar do Sul, o livro está na Associação de Descendentes de Quilombo Antônio de Almeida Leite, no Sindicato Rural, no escritório da Igreja Matriz e no cartório central. Em Salto de Pirapora, o livro está na Biblioteca Municipal, na Câmara Municipal, na E.E. Afonso Vergueiro e na comunidade do Cafundó. Em Sorocaba, o livro pode ser consultado nas bibliotecas municipais em frente da ACM e ao lado da Prefeitura Municipal. Encontra-se também nas bibliotecas do Museu Histórico Sorocabano do Parque e Zoológico Quinzinho de Barros, do Museu Ferroviário, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS), no Gabinete de Leitura Sorocabano e na Procuradoria Geral da República. Em Sorocaba, o livro está também na Câmara Municipal (gabinete de alguns vereadores), na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (AEAS), no site VIVAcidade (www.vivacidade.com.br), nos jornais Diário de Sorocaba e Cruzeiro do Sul, em algumas faculdades e instituições culturais. Em Itapetininga, o livro está na FKB (notadamente na Faculdade de Direito), no Cartório de Protestos (ao lado da Catedral), no Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico (IHGGI), no Instituto de Educação Peixoto Gomide, no Jornal Nossa Terra, no Jornal ROL (Região On Line), na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e na Biblioteca Municipal. O livro pode ser consultado na Secretaria da Cultura de Votorantim, na Secretaria do Turismo de Iperó e na Biblioteca Municipal de Tatuí. O livro pode ser encontrado também em universidades brasileiras nos departamentos de Lingüística, Sociologia, História e Antropologia. Em Brasília, o livro encontra-se na Universidade de Brasília (Departamento de Lingüística), na Fundação Cultural Palmares e na Procuradoria Geral da República. Na cidade do Rio de Janeiro, a obra é encontrada na Biblioteca Nacional. Na cidade de São Paulo, o livro está na Universidade de São Paulo (Departamentos de Lingüística, de Sociologia e de Antropologia, Centro de Estudos Africanos, Escola de Comunicações e Artes, Núcleo de Consciência Negra e Biblioteca Central), no Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), no INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na biblioteca da TV Cultura, na Biblioteca Mário de Andrade, na Biblioteca Municipal Sérgio Milliet do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Paraíso) e no Arquivo do Estado de São Paulo - AESP (Rua Voluntários da Pátria, 596, Santana). Em Lages, SC, o livro está na biblioteca do Museu Thiago de Castro.

 

Apresentação

 

Tendo concluído o curso de Mestrado em Lingüística e precisando escolher um assunto para a minha tese de Doutorado como aluno do Departamento de Semiótica e Lingüística Geral da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, percebi que estava diante de uma rara oportunidade para desenvolver estudos sociológicos, históricos e lingüísticos de pontos da região de Sorocaba que muito admiro e estimo. Morador de Sorocaba, estava bem perto, portanto, de tais pontos e das pessoas envolvidas em sua História.
Com muito ânimo e com a crença de que estava dando a minha contribuição para os estudos da mencionada região, de 1988 até hoje, visitei assiduamente vários de seus pontos onde pude estabelecer contatos com tantos colaboradores, hoje meus amigos. Visitei também com bastante freqüência algumas comarcas da região em busca de documentos bem como consultei uma infinidade de documentos eclesiásticos e cartoriais.
Em 1992, fiz uma comunicação sobre os meus estudos ao Congresso de Estudos Africanos realizado na Universidade de São Paulo e organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Mesmo após a apresentação com êxito de minha tese de Doutorado “O Léxico Africano do Cafundó” em fins de 1993 à Universidade de São Paulo através de banca examinadora suficiente para fazer as devidas observações construtivas, os estudos, conforme projeto, não pararam. O meu envolvimento por estes não me permitiu encerrá-los. Este fato foi manifestado por mim em eventos e reportagens logo nos primeiros meses após a mencionada apresentação. Posteriormente, o jornal sorocabano “Cruzeiro do Sul” de 22.10.1995 noticiou a continuação de meus estudos. O fato voltou a ser noticiado pelo referido jornal numa reportagem de 19.05.1996, tendo sido mencionado também em várias reportagens de alcance nacional na mesma época.
Em 2000, surgiu a primeira edição do livro “Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores”.
Nesta segunda edição, entraram novas informações e documentos que, por motivos de fechamento de edição, não puderam entrar na primeira bem como documentos resultantes de novas pesquisas depois do ano 2000. É importante esclarecer que todos os documentos das comarcas já foram recolhidos pelo governo paulista.
Com este estudo, quero tão somente contribuir para a divulgação de minha região fortemente contemplada com cultura africana, propriedades rurais, folclore e fatos históricos. Assim, se não fossem problemas técnicos, acho que o nome do livro deveria ser este: "A Formação de Alguns Municípios da Região Administrativa de Sorocaba com as suas Propriedades Rurais, com os seus Escravos e com o seu Folclore. Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores”.

Sílvio Vieira de Andrade Filho

Apresentação


Depois de ter sido objeto de reportagens em jornais (O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil do Rio de Janeiro, Cruzeiro do Sul de Sorocaba, etc.), em revistas (Revista da Folha, Isto É), em emissoras de rádio (Rádio Cultura de São Paulo, BBC de Londres, Rádio Gaúcha de Porto Alegre) e em emissoras de televisão (TV Cultura de São Paulo, TV Rural de São Paulo, TV Legislativa de Sorocaba), a obra “Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores” vem a público para a satisfação de todos os que desejam ver enriquecida a bibliografia brasileira sobre o negro em vários pontos de nosso país. No período anterior à publicação deste livro, de acordo com o “curriculum vitae” do autor, merecem destaque também os pedidos de envio da obra a universidades e as visitas ao autor por membro do corpo docente da Universidade de São Paulo (1995) e da Universidade do Arizona (Cruzeiro do Sul: 23.07.1996 e O Estado de S. Paulo: 16.09.1996). Fatos importantes foram também o Prêmio Assec de 1994 no Teatro Municipal "Teotônio Vilela" de Sorocaba e a publicação em 1995 do “abstract” deste estudo no Boletim de Estudos Crioulos da Universidade de Brasília.
Um dos aspectos que rapidamente ressalta na obra é o sócio-histórico da atual região administrativa de Sorocaba: o surgimento das vilas que mais tarde se tornaram municípios, as propriedades rurais com a presença da mão-de-obra escrava, as dificuldades de manterem-se os descendentes de escravos nas terras herdadas por seus antepassados, a sua atual luta por melhores dias... Tudo isto desfila diante do leitor numa linguagem simples apesar de tratar-se de uma obra científica. No setor lingüístico, o autor descreve minuciosamente a fala de origem africana denominada “cupópia” com todo o rigor terminológico, numa demonstração cabal de que, como verdadeiro estudioso, acompanha a evolução científica. Assim, demonstra aversão pelos superados conceitos tradicionais. O autor também não se esqueceu do folclore da região, pois teve a sensibilidade de contemplar os leitores com deliciosos “causos” que o tempo já vem, infelizmente, apagando.
Idealista, colaborador do jornal “Nossa Terra” de Itapetininga e do “Diário de Sorocaba”, cidadão honrado, membro de sessões de julgamento da comarca de Sorocaba, pai de família zeloso, apreciador de sua região e de sua laboriosa gente, o autor não mediu esforços em fazer incontáveis viagens a vários pontos desta em busca de documentos e de informações para o seu interessante livro. Mas não é somente a sua tese de Doutorado na Universidade de São Paulo ora transformada em livro que merece os mais elevados elogios. A sua tese de Mestrado sobre o “o” é uma excelente contribuição para a renovação dos estudos de lingüística portuguesa.
Parabéns ao autor por tão patriótica contribuição, à Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba pelo interesse na publicação da primeira edição deste livro e ao povo da região que incorpora ao seu patrimônio cultural uma obra de grande utilidade.

Prof. Ari Mateus
(Do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba)

Apresentação

 

A exemplo do que já havia ocorrido antes do lançamento pela Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba da primeira edição em 2000 do livro “Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores” do Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho, é com satisfação que podemos verificar que esta segunda edição revista, atualizada e ampliada vem a público antecedida também de muitos fatos registrados em detalhes na bibliografia deste livro tais como a utilização do livro por órgãos governamentais e a citação do livro no site da Associação Brasileira de Antropologia, no site da Fundação Cultural Palmares e em Couto (2002).
Merecem destaque também as comunicações feitas pelo autor por ocasião do segundo e terceiro congressos da ABECS (Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares) realizados em 2002 em Belo Horizonte (UFMG) e em 2004 em São Paulo (USP) bem como a apresentada por ocasião do Fórum Mundial de Educação em 2004 em São Paulo e registrada na publicação do mencionado fórum.
O autor escreveu também vários artigos como o publicado em 2003 na revista PAPIA n. 13 da ABECS sobre a “cupópia” e um outro sobre esta mesma fala africana na Revista de Estudos Universitários da Universidade de Sorocaba em 2005.
Dentre as reportagens sobre o autor e os seus estudos, podemos citar a publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” sobre o referido congresso da ABECS em 2004 e reproduzida pelo Jornal do Comércio do Recife. Outras reportagens importantes foram a da BBC de Londres e a publicada pela Revista Indústria Brasileira em 2005. A grande procura pelos estudos do autor provocou o surgimento de dois diferentes sites muito visitados na internet e que contêm, dentre os vários assuntos, todas as atividades do autor como conseqüência de seu trabalho científico (entrevistas, reportagens na mídia, artigos, comunicações em congressos, mensagens de leitores, etc.).
A obra estuda a formação de alguns municípios inicialmente desmembrados do antigo e extenso território de Sorocaba, possuidor de propriedades rurais, escravos, comunidades negras e belo folclore. Nesta obra, foram acrescentados novas fotos e novos documentos, pois o autor deu continuidade a seus estudos depois da primeira edição deste livro.
Sobre as questões fundiárias que aparecem neste livro, nota-se a total imparcialidade do autor, consciente de que a palavra final sobre estas é da justiça brasileira.
Nota-se também que o livro não faz omissão de gerações em certas genealogias, não traz informações falsas ou convenientes e nem sobrenomes errados e estado civil equivocado de antigos proprietários, etc.
Sobre o autor, não é preciso dizer de seu empenho, de sua dedicação, de seu interesse e de sua seriedade. Também não é preciso dizer que as suas bem elaboradas resenhas de documentos originais lhe conferem total confiabilidade.
Que este livro em segunda edição continue agradando a todos e cumprindo com as suas finalidades sociais, culturais e científicas.
Prof. Adilson César
(Do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba)

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Nota

Depois do lançamento da segunda edição, verificou-se que a lista de repercussão da primeira edição do livro foi aumentada significativamente conforme podemos constatar na seção "Reportagens" (primeira edição).

 

 

Nomes de pessoas estudadas no livro

 

A lista em ordem alfabética contém em sua grande maioria nomes de proprietários rurais. Nos textos do livro, estes proprietários aparecem com os seus cônjuges, ascendentes e descendentes ao lado de fatos históricos provenientes de inventários e outros documentos. A lista é só dos que estão com títulos no livro. Nos textos, aparecem também outros nomes ligados aos nomes focalizados.

 

Agenor Alves Moreira, Altino Leite, Américo Antônio Aires, Ana Eufrozina Aires, Antônio Carlos de Sousa, Antônio de Almeida Leite (Tenente), Antônio de Almeida Leite Penteado (Capitão), Antônio Gabriel de Oliveira, Antônio João Ordonho, Antônio Joaquim de Oliveira, Antônio Justiniano Teixeira, Antônio Ribeiro da Mata, Arcelino Aires de Campos, Belizária Aires de Oliveira, Claudino Aires de Oliveira, Delfino Epifânio de Oliveira Sandoval, Domingos José Vieira, Eduardo Aires de Oliveira, Eusébio de Morais Cunha, Florentino de Oliveira Rosa, Francisco de Paula Penteado, Francisco Leme de Campos, Francisco Manuel de Oliveira, Francisco Ramos, Francisco Romão, Frederico Holtz, Gertrudes Eufrozina Aires, Hermenegilda Ferreira Prestes, Honório de Almeida Barros, Inácio Dias Batista, Isabel Cristina de Almeida, Jerônimo Antônio Gonçalves, Jesuíno de Cerqueira César, João Antunes Maciel, João Antunes Serafim, João Batista de Almeida Barros, João Batista Ribeiro, João de Almeida Leite, João de Camargo, João de Camargo (homônimo), João Manuel de Oliveira, João Rodrigues Cordeiro, Joaquim Aires de Oliveira, Joaquim Batista Machado, Joaquim Florêncio Leite, Joaquim Leme de Campos, Joaquim Manuel de Oliveira, Joaquim Silvério Castanho, José Antunes de Sousa Branco, José de Almeida Lara, José de Almeida Lara (homônimo), José Joaquim de Camargo, José Joaquim de Camargo (homônimo), José Manuel de Oliveira, José Rodrigues de Paula, José Rodrigues Guimarães, Josefa Leite de Godói, Josefa Maria de Camargo, Juquinha Leme, Leopoldina Aires de Oliveira, Lino Antunes Maciel, Luís de Camargo Barros, Luzia de Almeida Leite, Manuel de Almeida Leite, Manuel Fabiano de Madureira, Manuel José Braga, Manuel Moreira Farrapo, Manuel Paulino Aires (Padre), Manuel Paulino Aires, Marcílio Farrapo, Maria da Anunciação, Maria Ferraz de Almeida, Maria Madalena de Camargo, Maria Perpétua Aires, Maria Vieira de Santana, Mariana de Sampaio, Pascoal Leite de Morais, Paulino Aires de Aguirre, Pedro de Almeida Lara, Pedro Pires de Melo, Roberto Dias Batista, Roque de Barros Leite, Rosa (família), Salvador de Almeida Leite, Salvador de Oliveira Leme, Simão Barbosa Franco, Tomé de Almeida Lara e Urbano José de Siqueira.

 

 

Reportagens

 

Esta seção contém reportagens sobre o livro e o seu autor bem como reportagens sobre atividades do autor. De algumas reportagens, há links. Nesta seção, uma reportagem pode aparecer só com texto ou somente citada em ordem cronológica. Uma mesma reportagem pode aparecer nas duas formas.

 

 

I - Reportagens com texto

 

 

Segunda edição de livro será lançada em Votorantim dia 27

 

Em 27.03.2009, ocorrerá às 20h no Espaço Cultural Aquário Cultura de Votorantim (Av. Moacir Oséias Guitti, 41, ao lado da Praça de Eventos Lecy de Campos - clique aqui para ver a foto do local) o lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0) do historiador e lingüista Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) que tem Mestrado na Puccamp e Doutorado na USP. O evento é realização da Secretaria de Cultura de Votorantim. De acordo com o autor, haverá livro para todos os interessados em sua aquisição. A data de lançamento faz parte de mais uma comemoração da instalação do município de Votorantim ocorrida em 27.03.1965.

Logo abaixo, estão informações sobre o autor, o resumo do livro, suas utilidades e suas apresentações. 

É interessante que sejam vistas também informações nas várias seções deste site referentes à primeira edição deste livro inclusive a sua repercussão bastante positiva.

Sites e telefone do autor:

http://www.cafundo.site.br.com

http://inforum.insite.com.br/8400

 

Convite do IHGGS em site

 

Em 26.03.2009 através do site Sorocult, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) fez o convite à população de Sorocaba e região do lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" do historiador e lingüista Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho.

 

Convite da Secretaria da Cultura de Votorantim

 

O site da Secretaria da Cultura de Votorantim convida a população de Votorantim e região para o lançamento  do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) de Sílvio Vieira de Andrade Filho.

 

Cafundó no Aquário

 

Com este título, em 26.03.2009, o colunista de humor Celso Ribeiro deu a notícia no Jornal Cruzeiro do Sul do lançamento da segunda edição do livro com todas as minúcias. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Segunda edição sobre Cafundó é lançada amanhã

 

Com este título, o Jornal Diário de Sorocaba noticiou em 26.03.2009 o lançamento da segunda edição do livro. O jornal publicou também o resumo deste bem como apresentou traços biográficos do autor. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Como a segunda edição foi noticiada pelo Cruzeiro do Sul

 

Em 27.03.2009, o jornal sorocabano, numa matéria do jornalista José Antônio Rosa, procurou fornecer aos leitores todos os detalhes do lançamento da segunda edição do livro. A reportagem é ilustrada com fotos do autor e de uma parede de uma das casas típicas do Cafundó. Tratou de como o livro em sua segunda edição está vindo a público em comparação com a primeira. Tratou da situação atual do Cafundó bem como de aspectos de sua história. Fez resumo do livro e tratou também da "cupópia". Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Jornal Bom Dia de Sorocaba noticia lançamento

 

O Jornal Bom Dia de Sorocaba, no dia do lançamento da segunda edição do livro, trouxe o resumo do mesmo bem como forneceu aos leitores informações do seu lançamento. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Segunda edição de livro lançada em Votorantim

 

Em 27.03.2009, foi lançada em Votorantim, região de Sorocaba, no Aquário Cultura, a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0).

A cerimônia foi aberta às 20h por Luís Renato Cruz, web-jornalista, diretor do site VIVAcidade de Sorocaba (www.vivacidade.com.br) e responsável pela criação e atualização dos sites do autor bem como pela capa, pela editoração, pela assessoria de imprensa e pela divulgação do livro. Inicialmente, ele convidou para fazerem parte da mesa o Sr. Werinton Kermes (Secretário da Cultura de Votorantim) e o Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (Mestre pela Puccamp, Doutor pela USP e autor do referido livro histórico, sociológico, lingüístico e folclórico).

Em sua fala, o autor agradeceu o senhor secretário da Cultura, os organizadores do evento (Mari e Bete), as autoridades governamentais e judiciais, a imprensa, os membros de associações afro-brasileiras da região e todos os demais presentes que lotaram as dependências do Aquário Cultura. O autor parabenizou também Votorantim por mais uma comemoração da instalação do município ocorrida em 27.03.1965. Em seguida, falou sobre o conteúdo da segunda edição do livro e o declarou lançado, fato que provocou aplausos de todos.

Em seu discurso, o secretário da Cultura destacou a importância do livro ora lançado e do grande esforço de seu autor para vê-lo publicado e lançado. "Eventos deste porte não podem deixar de receber o apoio da Secretaria da Cultura de Votorantim", disse o também muito aplaudido Kermes.

O evento foi abrilhantado pela Orquestra de Viola Caipira de Votorantim com belas músicas de raiz que provocaram muitos aplausos de todos.

 

 

 

Autor na Rádio Cacique

 

Em Sorocaba em 06.04.2009, foram comemorados os 10 anos do programa musical de Orlando Pinheiro pela Rádio Cacique AM de Sorocaba. Neste programa especial, compareceram muitos de seus ouvintes que manifestaram seu apreço ao apresentador e ao programa que atualmente se chama "Terra Morena" e que vai ao ar às segundas-feiras.

Esteve presente também Sílvio Vieira de Andrade Filho, autor do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" que falou aos ouvintes sobre questões lingüísticas e sobre a segunda edição do mencionado livro lançada em 27.03.2009 no Aquário Cultura de Votorantim.

Na ocasião, também esteve presente nos estúdios o web-jornalista Luís Renato Cruz, diretor do site VIVAcidade que falou sobre o conteúdo do mencionado site e sobre a excelente qualidade do programa muito bem comandado pelo apresentador Orlando Pinheiro.

(*) Equipe VIVAcidade - 07.04.2009


Esta reportagem encontra-se também no site VIVAcidade (clique aqui).

 

 

 

Pesquisador novamente na Cacique

 

Em 20.04.2009, às 20h30, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho esteve novamente no programa musical "Terra Morena" na Rádio Cacique de Sorocaba. Na ocasião, o pesquisador respondeu as perguntas feitas pelo apresentador Orlando Pinheiro. As perguntas foram sobre a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" lançada em 27.03.2009 no Aquário Cultura de Votorantim, sobre a "cupópia", sobre João de Camargo, sobre os locais onde o livro pode ser consultado, etc.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho na Cruzeiro FM

 

A "cupópia", língua falada por alguns habitantes da comunidade negra do Cafundó, em Salto de Pirapora, é um dos assuntos de destaque no Programa PROVOCARE FM desta sexta-feira (24/04). O programa vai ao às 15 horas, pela Rádio Cruzeiro FM (92,3 Mhz), com reprise no próximo sábado (25/04) às 10 horas. Também pode ser ouvido pelo site www.cruzeirofm.com.br.

O entrevistado da edição é o pesquisador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho, que recentemente relançou o livro "Um estudo sociolingüístico das comunidades negras do Cafundó, do antigo Caxambu e de seus arredores" cuja primeira edição foi lançada em 2000. O autor é natural de Guareí e morador de Sorocaba. É graduado em Letras com Pós-graduação em Filologia Românica na Universidade de São Paulo (USP), Mestrado em Lingüística na PUC Campinas e Doutorado em Sociolingüística pela USP.

Ele conta diversas curiosidades das comunidades do Cafundó e do antigo Caxambu (Sarapuí), principalmente em relação à "cupópia", fala utilizada pelos escravos. Hoje, a "cupópia" só é falada no Cafundó, mas mesmo nesse local, a língua se encontra ameaçada de extinção. A origem africana e o processo de formação das palavras são detalhados pelo entrevistado.

"Certamente este programa ampliará o conhecimento do ouvinte, uma vez que traz, de forma muito esclarecedora, dados históricos e curiosos dessas comunidades da nossa região", afirmou a produtora Luciana Lopez.

O programa, recheado de informações, músicas, cultura, poesia, literatura e folclore. É apresentado por Míriam Cris Carlos, tem a direção de Werinton Kermes, trabalhos técnicos de Fábio Costa, produção de Luciana Lopez e assistência de produção de Edgar Gonçalves. Os ouvintes podem entrar em contato pelo e-mail provocarefm@yahoo.com.br.

 

PUC de Campinas divulga ex-aluno

A PUC de Campinas divulgou em seu clipping eletrônico a notícia de que seu ex-aluno do Mestrado em Lingüística Sílvio Vieira de Andrade Filho estaria participando de um programa radiofônico em Sorocaba nos dias 24 e 25 de abril. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

Pesquisador elabora artigo sobre tropeirismo

No período de comemorações do tropeiro que ocorre na segunda quinzena de maio, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho elaborou um artigo intitulado "A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações". O artigo é resultado de estudos do pesquisador que se encontram em todas as suas obras. O referido artigo pode ser lido na íntegra no site VIVAcidade se o interessado clicar o link que se encontra na seção deste site "Reportagens - citações em ordem cronológica" e na seção "Artigos" logo abaixo.

Livro em segunda edição será lançado em Itapetininga dia 17

Em 17.06.2009, ocorrerá às 20h na Câmara Municipal de Itapetininga (Rua Monsenhor Soares, 251, centro) o lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0) do historiador e lingüista Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) que tem Mestrado na Puccamp e Doutorado na USP. O evento ocorrerá durante a sessão solene de posse de novos membros do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga e da comemoração do 4º ano de fundação do mencionado instituto do qual o autor é membro. De acordo com o autor, haverá livro para todos os interessados em sua aquisição.

 

 Reportagem de jornal sorocabano inclui entrevista com o autor

 

Em 10.06.2009, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho foi objeto de reportagem no Jornal Hoje em Dia de Sorocaba. A reportagem traz dados biográficos e foto do autor. Traz também o resumo da segunda edição do recém-lançado livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0) bem como uma entrevista com o referido pesquisador. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica. A parte referente à entrevista encontra-se neste site na seção Entrevista.

 

Pesquisador na Rádio Transamérica

 

Em 10.06.2009, Sílvio Vieira de Andrade Filho esteve na Rádio Transamérica de Itapetininga no programa que é levado ao ar pela apresentadora Tuti. Na ocasião, ele falou sobre o livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" inclusive sobre o lançamento da segunda edição do mesmo que ocorrerá dia 17 às 20h na Câmara Municipal de Itapetininga. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Lançamento de livro agita Itapetininga

 

Em 17.06.2009 com a presença de muitos jornalistas, fotógrafos e grande público, ocorreu às 20h na Câmara Municipal de Itapetininga a solenidade de posse dos novos membros do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga (IHGGI) e do lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (ISBN: 85-904104-2-0) do historiador e lingüista Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) que tem Mestrado na Puccamp e Doutorado na USP. A data marcou o 4º ano de fundação do mencionado instituto do qual o autor é membro. Uma vez composta a mesa por autoridades (vereadores, secretários e representantes do prefeito municipal) pelo presidente do IHGGI José Luís Nogueira, o chefe do cerimonial José Luís Aires Holtz anunciou a execução do Hino Nacional e do Hino de Itapetininga pelo Coral Seresteiros do Divino que também executou, ao longo da solenidade, outras belas composições de seu excelente repertório de MPB. Em seguida, foram chamados todos os membros do IHGGI inclusive os novos que ocuparam área reservada do recinto. As biografias de seus patronos bem como as suas próprias foram lidas pelo chefe do cerimonial. Depois da posse dos novos membros do IHGGI, houve a leitura da biografia do pesquisador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho e do resumo do livro com destaque para a importância deste para a História de Itapetininga. Assim, ficou declarado o lançamento do livro acima referido. Depois de tantas fotos ao longo da solenidade, todos os membros e autoridades foram convidados para uma foto histórica tirada de vários ângulos. Posteriormente, o chefe do cerimonial convidou todos para o coquetel no salão de entrada da Câmara Municipal onde o autor Sílvio Vieira de Andrade Filho autografou exemplares de seu conhecido livro.

 

 

Portal Galego da Língua entrevista pesquisador

 

O Portal Galego da Língua entrevistou o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Na entrevista, o pesquisador falou sobre o Cafundó (inclusive explicou esta palavra), sobre a "cupópia", sobre a segunda edição de seu livro com os seus dicionários, etc. Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica. A entrevista pode ser lida na seção "Entrevista" logo abaixo.

 

TV Tem focaliza autor

 

Em 31.07.2009, Sílvio Vieira de Andrade Filho concedeu entrevista para o noticioso Tem Notícias cuja primeira edição vai ao ar às 12 horas pela TV Tem de Itapetininga. O assunto foi uma questão fonética da língua portuguesa que não é só da região de Sorocaba.

Sobre a pronúncia do som grafado com "r" em palavras como "porta" que alguns acham feia, o Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho afirma que "belo" e "feio" são conceitos estéticos com os quais a Lingüística não trabalha. Tais conceitos são próprios da Literatura que é arte. Sendo ciência, a Lingüística apenas faz a transcrição fonética da palavra em foco, preocupando-se apenas como esta é pronunciada na realidade e não se preocupando se os sons emitidos pelo falante são bonitos ou feios.

A colocação de conceitos estéticos na palavra torna anti-científica a Gramática Tradicional que vive citando exemplos de escritores, revelando que recebe fortíssima influência literária e que não respeita a variabilidade lingüística.

Andrade Filho lembrou que a Lingüística também não trabalha com os conceitos de "certo" e "errado", valorizando muito a oralidade das línguas de populações ágrafas e não ágrafas. A aplicação de tais conceitos inviabiliza a descrição de qualquer língua. Tais conceitos também deixam anti-científica a Gramática Tradicional que vem se mantendo graças a interesses econômicos. Se fosse seguir os conceitos desta, não seria possível a realização pelo mencionado estudioso da obra "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores".

O curioso é que muitos que acham feia a pronúncia do "r" de "porta" no português da região de Sorocaba, acham bonito este mesmo som quando pronunciado na palavra "war" do inglês. O som é o mesmo em ambas as palavras. As duas línguas (e muitas outras) têm o mesmo referido som que é até chamado de "r" inglesado! Será que este fato revela perda de auto-estima por parte de alguns brasileiros?

Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

Nota - O conteúdo desta reportagem foi aproveitado para a elaboração do artigo "A região de Sorocaba, etc. e o seu sotaque", publicado no Site VIVAcidade em 07.06.2011 (clique aqui). O referido artigo encontra-se também neste site na seção Artigos logo abaixo.

 

Lingüista é citado no site da TV Tem

 

Em 31.07.2009 tão logo foi ao ar a entrevista anteriormente mencionada com o historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho, a TV Tem de Itapetininga fez em seu site uma reportagem intitulada "A influência dos gaúchos na formação de cidades da região explica a caracterísitica do sotaque dos itapetininganos". Quando abordou o sotaque dos itapetininganos e da região de Sorocaba, citou o referido pesquisador e a mencionada entrevista, afirmando que, se a questão em foco causava estranheza a tantas pessoas, não causava nenhuma àquele lingüista.

Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Pesquisador na TV Futura

 

Em 24.08.2009, o autor Sílvio Vieira de Andrade Filho foi mostrado na TV Futura de São Paulo falando sobre sotaque da região de Sorocaba e outros assuntos lingüísticos. A entrevista é a que consta na notícia anterior denominada "TV Tem focaliza autor".

Detalhes técnicos na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Livro sobre o Cafundó será lançado na Câmara de Sorocaba

 

Nesta terça-feira (25.08.2009), às 19 horas, será lançada na Câmara Municipal de Sorocaba a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", do professor Sílvio Vieira de Andrade Filho. O livro é o resultado de sua tese de doutorado na USP. A sua primeira edição de 2000 teve o apoio da Secretaria Municipal da Educação e Cultura de Sorocaba (via Faced). Já esta segunda edição foi bancada pelo próprio autor, tendo sido atualizada. Conforme o autor que já recebeu menção honrosa da Câmara Municipal de Sorocaba, o livro envolve Sorocaba e região e tem caráter sociológico, histórico, folclórico e lingüístico. O autor convida toda a população de Sorocaba e região e suas autoridades para comparecerem ao evento que faz parte das comemorações de mais um aniversário de Sorocaba.

 

 

 

 

 

Como a mídia noticiou o lançamento na Câmara Municipal de Sorocaba


A mídia, principalmente no dia 25.08.2009, noticiou o lançamento do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" de Sílvio Vieira de Andrade Filho.

A imprensa ressaltou também que o livro estava em segunda edição ampliada (456 páginas, isto é, 120 páginas a mais que a primeira) e que o evento na Câmara Municipal de Sorocaba integrava as comemorações de mais um aniversário de Sorocaba que teve início 1654.

Bancado pelo próprio autor, o livro, resultado da tese de doutorado do autor na USP, tem caráter "multidisciplinar" (histórico, sociológico, lingüístico e folclórico). É histórico e sociológico porque trata da formação de municípios desdobrados do antigo e extenso território de Sorocaba com suas propriedades rurais e escravos. É lingüístico porque procura descrever cientificamente a "cupópia" além de apresentar textos desta fala africana e dois dicionários ("cupópia"-português e português-"cupópia"). É folclórico porque procura colocar pessoas da região contando histórias de lobisomens, sacis, tesouros enterrados, etc. Neste particular, o livro tem grande valor didático.

Foi destacado também o fato de a segunda edição trazer em sua parte final a repercussão bastante positiva da primeira edição do livro editado no ano 2000 pela Secretaria de Educação e Cultura de Sorocaba.

Para maiores informações sobre o livro, a imprensa procurou também fornecer ao público os endereços do e-mail e dos dois diferentes sites do autor.

Os dados técnicos das várias reportagens sobre o lançamento da segunda edição do livro estão na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

O lançamento na Câmara Municipal de Sorocaba

 


Na noite de 25.08.2009, a Câmara Municipal de Sorocaba estava bastante iluminada para o lançamento no pórtico de entrada "Salvadora Lopes Peres" da segunda edição do
livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" do pesquisador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br).

A abertura da cerimômia, parte integrante das comemorações de mais um aniversário de Sorocaba que teve início em 1654, foi feita por Franklin Menacci de Souza (chefe do cerimonial da Câmara) que desejou boas vindas a todos e chamou as autoridades.

Em seguida, o web-jornalista Luís Renato Cruz Vieira de Andrade, proprietário do site VIVAcidade (www.vivacidade.com.br), chamou à mesa o autor e apresentou o grupo musical de violeiros Mantendo a Tradição.

Depois, Luís Renato fez aos presentes a leitura da biografia do autor e do resumo do livro.

Posteriormente, o apresentador Luís Renato passou a palavra ao autor Sílvio Vieira de Andrade Filho. Em seu discurso, ele falou sobre vários aspectos de seu livro e manifestou o seu orgulho em vê-lo lançado exatamente na Câmara Municipal de Sorocaba.

O apresentador prosseguiu a cerimônia, agradecendo o público presente e o grupo de violeiros Mantendo a Tradição, muito bem regido por Benedito Mariano da Silva (marianodaviola@gmail.com) que executou excelentes músicas de raiz durante toda a cerimônia. O apresentador também agradeceu os representantes das autoridades: prefeito Vitor Lippi e Secretário da Cultura Anderson Santos representados por Sônia Paes (coordenadora de museus de Sorocaba), Secretária da Educação Maria Terezinha Del Cístia representada por Cláudia Milaré de Toledo Luzivo, Secretária da Cidadania Maria José de Almeida Lima representada por Ângela Pannunzio, vereador José Caldini Crespo representado por Arthur Caldini Sobrinho e vereador Paulo Francisco Mendes representado pelo jornalista Davi Deamatis. O apresentador agradeceu também a Câmara Municipal que permitiu a realização do evento através de seu presidente José Francisco Martinez bem como Cida Muniz (Secretária de Comunicação Institucional da Câmara), a equipe da TV Legislativa pela filmagem e a equipe do cerimonial pelas fotos e pela assessoria técnica prestada ao evento. Os agradecimentos foram também para Franklin Menacci de Souza, para o site VIVAcidade e para a mídia em geral pelo seu comparecimento maciço ao evento e por ter procurado divulgar carinhosamente a obra e o autor.

Em seguida, o autor passou a autografar o livro para os interessados e a conversar com o público e com a imprensa.

É interessante acrescentar que, em todos os momentos da cerimônia (também coberta pela Foto e Vídeo Paulicolor de Sorocaba), houve muitos aplausos a todos.

Abaixo, fotos tiradas pela equipe do site VIVAcidade e pela equipe da Câmara Municipal:

 

 

O autor apresenta segunda edição de seu livro na AEAS


Em
25.09.2009, o autor esteve no happy-hour mensal da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (AEAS) divulgando a segunda edição de seu livro. O evento foi noticiado com foto do autor no informativo da referida associação. Ver também abaixo informações técnicas sobre este evento na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

O autor e as comemorações do Dia da Consciência Negra


Em
10.11.2009, no evento referente às comemorações da Semana da Consciência Negra organizado pelo deputado estadual Raul Marcelo no auditório da Uniso (campus Trujillo), o autor Sílvio Vieira de Andrade Filho falou para o público presente sobre a segunda edição de seu livro recém-lançado.

 

Presença do pesquisador na Escola Jordina


Em
14.11.2009, o autor Sílvio Vieira de Andrade Filho participou das comemorações da Semana da Consciência Negra na Escola Jordina do Amaral Arruda de Sorocaba. Na ocasião, o autor discorreu sobre o conteúdo de seu livro já em segunda edição.

 

Rádio Realidade de Guareí recebe o autor


Em
21.11.2009, Sílvio Vieira de Andrade Filho concedeu entrevista das 10h50 às 12h30 a José Maria dos Santos na Rádio Realidade FM de Guareí. Na ocasião, o autor falou aos ouvintes da referida rádio comunitária sobre todos os seus livros e discorreu longamente sobre o tema "Lingüística x Gramática Tradicional".

 

Notas sobre a segunda edição

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho redigiu notas sobre a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores". O autor afirma que tais notas são úteis aos estudiosos e interessados, especialmente aos que possuem o referido livro que vem sendo muito apreciado, segundo os e-mails que o autor vem recebendo de várias partes do Brasil.

 

Artigo no site da Abecs

 

O site da Abecs (Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares) que publicou os artigos da revista "Papia" da Universidade de Brasília foi atualizado por ano. Assim, o artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho intitulado "O vocabulário e a criatividade da "cupópia" pode ser visto no ano de 2003 no referido site da Abecs. Em www.abecs.net.

 

Deputado elogia pesquisador

 

Em 10.02.2010, o historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho recebeu elogios do deputado estadual Hamilton Pereira pela publicação do artigo "A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações". Este artigo pode ser lido no site sorocabano VIVAcidade (clique aqui), no site do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga (IHGGI) e no site do autor www.cafundo.site.br.com.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho em evento em Sorocaba

 

Em Sorocaba no período 24-28.08.2010, ocorreu na Fundec a 6a. Semana do Escritor e do Livro. Dentre os vários participantes, o evento contou com a presença do historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho. Uma obra do referido pesquisador bastante apreciada pelos inúmeros visitantes foi "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (2a. edição).

 

Artigo aborda comunidades negras do Brasil

 

Em 19.11.2010, o Diário de Sorocaba publicou o artigo "As comunidades negras do Brasil". Neste artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho, são focalizados o número de comunidades negras no território brasileiro, a porcentagem de comunidades negras em cada estado, os tipos de comunidades, as reivindicações das comunidades tituladas, as ações do governo, etc.

 

Livro resgata história das comunidades negras da região

 

Em 20.11.2010, o Jornal Ipanema de Sorocaba publicou a reportagem "Livro resgata história das comunidades da região". A reportagem, que traz também outro título, aborda também os conteúdos do livro. A reportagem de Felipe Shikama traz também a foto do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. A mesma reportagem foi publicada no Blog do Shikama na mesma data.

 

Comunidades negras do Brasil em artigo on-line

 

Em 26.11.2010, o site VIVAcidade de Sorocaba publicou o artigo "As comunidades negras do Brasil". Neste artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho, são focalizados o número de comunidades negras no território brasileiro, a porcentagem de comunidades negras em cada estado, os tipos de comunidades, as reivindicações das comunidades tituladas, as ações do governo, etc. O artigo pode ser lido no referido site, na seção Textos e Notícias. Link direto para o artigo: clique aqui.

 

Deconmulindi 2010 On-line

 

O Prof. Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho participou como congressista e debatedor on-line nas palestras do Décimo Congresso Municipal de Lingüística Diversificada Junto à Dinâmica das Línguas Naturais (Deconmulindi 2010 On-line). Ocorrido no período de 08 a 12 de dezembro de 2010, o referido congresso foi transmitido via internet a partir do Auditório Prof. Oswaldo Fadigas do CCE-EMM da Universidade de São Paulo. Organizado pela equipe do Projeto Taguaiba, as palestras tiveram a mediação do Prof. Dr. Jairo Galindo. Muitos assuntos do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (2a. edição) foram tratados no mencionado congresso. Veja também dados técnicos sobre esta reportagem na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho no Correio de Itapetininga

 

O Correio de Itapetininga, o jornal da nossa terra, publicou em 24.12.2010 reportagem sobre a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores". O jornal explicou que o livro científico é sociológico, histórico, folclórico e lingüístico. A reportagem traz também biografia e foto do sociolingüista e historiador Prof. Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho. Veja também dados técnicos sobre esta reportagem na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

IHGGI agradece membro

 

Em 21.02.2011, o historiador e lingüísta Sílvio Vieira de Andrade Filho recebeu ofício em que o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga (IHGGI), através de seu presidente Mário Celso Rabelo Orsi Jr., agradece a doação da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" que servirá para as pesquisas da referida entidade da qual o autor é membro.

 

Autor citado em livro de folclore

 

Em 18 e 19.03.2011, o livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" de Sílvio Vieira de Andrade Filho teve citações no livro "Histórias Ylustradas do Ypanema e do Araçoiaba" do autor sorocabano Gilson Sanches.

 

Pilar do Sul: sua História em livro científico

 

 

Em 05.04.2011, o pesquisador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho visitou mais uma vez Pilar do Sul onde foi recebido por vários de seus cidadãos muito interessados na História do referido município paulista que se encontra na segunda edição da obra "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores".

 

 

 

Perguntado sobre a situação do mencionado livro em Pilar do Sul, o autor afirmou que o mesmo se encontra em mãos de vários cidadãos pilarenses.

 

 

 

Na referida obra, aparecem estudos que dizem respeito a Pilar do Sul e que estão nos títulos: "Tenente Antônio de Almeida Leite", a mulher deste "Maria Vieira de Santana", "João Batista Ribeiro", "Eusébio de Moraes e Cunha", "Adelino Adão Caetano", etc.

 

Jornal de Pilar do Sul menciona o livro

 

Em 18.04.2011, "O Jornal" número 156 de Pilar do Sul publicou matéria sobre a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", do lingüísta e historiador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho. O mencionado jornal abordou as várias partes que compõem o livro e destacou o fato de Pilar do Sul fazer parte dos municípios focalizados historicamente pelo referido pesquisador que obteve o seu Doutorado na Universidade de São Paulo justamente através da mencionada obra cuja foto aparece completando a reportagem. Veja também dados técnicos sobre esta na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho no VIVAcidade

 

Em 07.06.2011, Sílvio Vieira de Andrade Filho publicou um artigo no site VIVAcidade de Sorocaba sobre o sotaque na região de Sorocaba, etc. Muitos internautas espalhados pelo mundo fizeram manifestações positivas ao artigo de caráter lingüístico, ao autor e ao site. As manifestações revelam a atualização em que se encontra o lingüísta em relação aos estudos tradicionais. O referido artigo está também neste site na seção Artigos. Além do link, veja também dados técnicos sobre este artigo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho em jornal itapetiningano

 

Em 18.06.2011, o lingüísta e historiador Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho deu sua opinião em uma matéria do jornal "Correio de Itapetininga" a respeito do sotaque da região de Itapetininga. A matéria "Regionalismo - Expressões que sobrevivem ao tempo" trata também de expressões que o jornalista Everton conhece como usuário da língua portuguesa de Itapetininga. Veja também dados técnicos sobre esta na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Pesquisador em blog de São Miguel Arcanjo

 

Em 18.06.2011, Luíza Válio de São Miguel Arcanjo, após fazer os seus próprios comentários, transcreveu em seu interessante blog a reportagem do "Correio de Itapetininga" anteriormente mencionada que contém a opinião do lingüísta e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Veja também dados técnicos desta matéria na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho em solenidade

 

Em 22.06.2011, Sílvio Vieira de Andrade Filho (autor do livro "Itapetininga" e outros livros) participou da solenidade que marcou o sexto ano de fundação do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga do qual o lingüísta e historiador é membro. A cerimônia abrilhantada pela banda Edil Lisboa serviu também para dar posse a novo membro e homenagear autoridades. O evento ocorreu no recinto da Câmara Municipal de Itapetininga com a presença de membros do referido instituto, autoridades e grande público.

 

Autor participa de encontro temático

 

Em 01 e 02.07.2011, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho participou do I Encontro de Movimentos Sindicais e Sociais da Região de Sorocaba, promovido pela UFSCar - Sorocaba. Para o pesquisador, o encontro foi muito proveitoso para ampliar os seus conhecimentos sobre as diversas associações e ONGs nascidas dos movimentos sociais e sindicais de Sorocaba e região. Neste encontro temático, muitos participantes ficaram conhecendo o livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" apresentado pelo autor.

 

Autor participa novamente de encontro temático

 

Em 27.08.2011, houve reunião com as mesmas características da reunião de 01 e 02.07.2011 e que contou novamente com a presença de Sílvio Vieira de Andrade Filho.

 

VIVAcidade faz resumo do site do autor

 

Em 20.11.2011 em homenagem ao Dia da Consciência Negra, o nacionalmente conhecido site jornalístico VIVAcidade (www.vivacidade.com.br) de Sorocaba trouxe um resumo deste site do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. A matéria intitulada "Site de Sorocaba traz pesquisas" descreve as várias seções do site do autor, recomendando ao público o seu acesso.

 

Pesquisador fala durante audiência pública

 

Em 28.11.2011, ocorreu às 20h no plenário da Câmara Municipal de Sorocaba a audiência pública intitulada "40 Anos do Dia da Consciência Negra no Brasil" que foi transmitida pela TV Câmara Sorocaba. Os componentes da mesa e os convidados (membros de associações, autoridades, etc.) puderam fazer uso da palavra, apresentando seus pensamentos e suas reivindicações que foram anotadas pelo presidente da audiência, vereador Izídio de Brito Correia.

Em sua comunicação, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho falou de seu livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" e forneceu ao público os endereços de seus sites que, aliás, têm sido muito acessados.

 

Pesquisador em inauguração

 

Em 03.03.2012, o historiador e lingüísta Sílvio Vieira de Andrade Filho participou da inauguração do novo prédio que representa a ampliação da Casa de Aluísio de Almeida, sede do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS). Ao presidente da referida entidade, Sílvio informou que fez recentemente a entrega da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" ao IHGGS. Na ocasião, o pesquisador também pôde conceder entrevista, rever conhecidos e manter novos contatos.

 

Sílvio na Rádio Vanguarda

 

 

 

Em 12.03.2012, o historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho foi entrevistado ao vivo no programa matinal "Giro de Notícias" da Rádio Vanguarda - AM de Sorocaba apresentado pelos comunicadores Esther Fróes e Maurício Babu. Durante a entrevista com música de Tonico e Tinoco, o autor respondeu perguntas sobre suas atividades e a segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores". O pesquisador falou também sobre causos da região focalizada no mencionado livro e contou um para os ouvintes além de fornecer-lhes os seus contatos. O autor falou também sobre a "cupópia" e despediu-se do público nesta fala africana.

 

 

 

 

Site da Rádio Vanguarda destaca entrevista

 

Em 14.03.2012, Sílvio Vieira de Andrade Filho foi destaque no site da Rádio Vanguarda de Sorocaba pela entrevista concedida ao programa "Giro de Notícias" que vai ao ar todos os dias às 9 horas com os apresentadores Maurício Babu e Esther Fróes. Com o título "Livro Documentário sobre Comunidades Negras é destaque em entrevista" e uma foto do pesquisador no estúdio, o site afirmou que, durante o bate-papo ao vivo, ele falou sobre a importância cultural do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" e apresentou aos ouvintes da conhecida emissora sorocabana curiosidades do Cafundó, bairro rural de Salto de Pirapora. O site mencionou também que o entrevistado contou um "causo" do folclore da região que está em seu livro.

 

Agradecimento de biblioteca ao autor

 

Em 30.03.2012, a Biblioteca Municipal de Sorocaba "Jorge Guilherme Senger" agradece a gentileza do autor Sílvio Vieira de Andrade Filho pela doação da segunda edição do livro de sua autoria "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" que muito enriquece o acervo da referida biblioteca. A obra ficará disponível para pesquisa ou empréstimo da população de Sorocaba. Assinou a carta Margarete Moreno Comitre Silveira, responsável pelas bibliotecas municipais da Prefeitura de Sorocaba.

 

Pesquisador na National Geographic Brasil

 

A revista National Geographic Brasil do mês de abril de 2012 publicou reportagem sobre o Cafundó e a "cupópia", afirmando que o lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho possui amplo trabalho de pesquisa sobre este assunto. Com texto de Júlio Lamas e fotos de Fábio Nascimento, a referida matéria encontra-se também no site da própria revista.

Veja também dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Site de Sorocaba divulga reportagem

 

Foi notícia no site VIVAcidade de Sorocaba a reportagem da revista National Geographic Brasil do mês de abril de 2012 em que é mencionado o extenso estudo sobre o Cafundó e a "cupópia" realizado pelo lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho.

Veja também dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Artigo de pesquisador em sites

 

"A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações", artigo do lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho com narrativas dos documentos de seu livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" encontra-se publicado nos sites Comentarium e VIVAcidade. Além destes, pode ser encontrado também no site do IHGGI (Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga) e no do próprio autor. Além de sites, o artigo foi publicado também no jornal Diário de Sorocaba.

 

Pesquisador no jornal "O Município"

 

Em agosto de 2012, foi publicada interessante reportagem no jornal "O Município" de Itapetininga. O jornalista Adilson Silveira comentou os livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" e "Itapetininga" de autoria do lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho.

Veja também dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Gabinete de Leitura Sorocabano agradece pesquisador

 

Em 25.09.2012, o Gabinete de Leitura Sorocabano envia carta ao autor Sílvio Vieira de Andrade Filho assinada pelo seu presidente José Rodrigues de Abreu para agradecer a doação do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição). Na carta, o presidente ressalta que o livro vai enriquecer muito o acervo da centenária e nobre entidade muito procurada para pesquisas da população de Sorocaba.

 

Livro científico em biblioteca de fundação e jornal

 

Em 06.11.2012, o jornalista José Carlos Fineis envia e-mail ao lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho, parabenizando-o pelo brilhante trabalho científico e agradecendo-o pela doação do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) para a biblioteca da Fundação Ubaldino do Amaral / Jornal Cruzeiro do Sul (Sorocaba). Segundo Fineis, o livro será de grande utilidade para as pesquisas de jornalistas e do público externo.

 

Pesquisador participa de reunião

 

Em 10.11.2012, Sílvio Vieira de Andrade Filho participou de reunião que antecipa, por questão de data, as comemorações da Semana da Consciência Negra. O evento foi realizado no Hotel Salimas (Shopping Panorâmico). Na ocasião, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho, que fez parte da mesa, discorreu sobre várias questões ligadas à História da Escravidão, à Lingüística, etc. Ele aproveitou também a oportunidade para divulgar o seu livro e os seus sites.

 

Andrade Filho no Canal 10

 

 

Em 18.11.2012 (domingo), ocorreu mais um programa "Cultural Gospel Regional" que foi ao ar às 12h pela TV Votorantim, canal 10, sob o comando do Pr. Antônio Carlos da Cruz. O programa deste dia, que contou até com apresentação musical, prestou homenagem à Semana da Consciência Negra. Todos os convidados (membros de associações, de igrejas, etc.) falaram sobre diversos assuntos relacionados ao tema e responderam às perguntas dos telespectadores. Ao historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho, como não poderia deixar de ser, coube falar da segunda edição de seu livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" além de divulgar os sites sobre este, não faltando até uma despedida na "cupópia" traduzida depois pelo pesquisador para os telespectadores da conhecida emissora votorantinense.

 

Pesquisador faz novo estudo

 

Datada de março de 2013, "Uma contribuição para o estudo das famílias Mascarenhas, Araújo, Toledo, Martins, Graça, Camelo, Cruz e Queiroz" de Sílvio Vieira de Andrade Filho procura estudar as famílias com os sobrenomes mencionados (algumas com propriedades rurais e escravos). No estudo, aparecem os seguintes municípios: Araçoiaba da Serra (inclusive informações históricas), Botucatu, Iperó (inclusive dados históricos), Jundiaí, Limeira, Piracicaba (inclusive informações históricas), Quaraí (RS), Rio Claro, Rio de Janeiro, Santa Bárbara d'Oeste (inclusive informações históricas), Santo André, Santos, São Nicolau (RS), São Paulo, São Vicente, Sorocaba e Tatuí. A pesquisa consiste em compilaçãoes, relatos, documentos pesquisados pelo autor e fotos.

 

Pesquisador no VIVAcidade

 

Em 11 de abril de 2013, o conhecido site sorocabano VIVAcidade publicou reportagem sobre a recente pesquisa de Sílvio Vieira de Andrade Filho acima mencionada. A matéria trouxe o sobrenome das famílias envolvidas, algumas com propriedades rurais e escravos bem como o nome dos municípios onde estas viveram. A reportagem destacou ainda o nome dos outros estudos elaborados pelo pesquisador e o seu site.

 

Pesquisador na Semana do Tropeiro

 

Durante o período dedicado ao tropeiro no mês de maio, o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho contribuiu com o artigo intitulado "A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações" que foi publicado em alguns veículos de comunicação que podem ser conferidos logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica. O mesmo artigo na íntegra encontra-se na seção "Artigos" deste site.

 

Pesquisador faz importantes doações em Itapetininga

 

Em 28.06.2013, ocorreu na Câmara Municipal de Itapetininga a solenidade comemorativa do oitavo aniversário do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga (IHGGI) bem como a posse de seus novos membros.
Na ocasião, diante de grande público e da imprensa, o historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho fez a entrega ao presidente do IHGGI de mais um exemplar da segunda edição de seu livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", de Notas referentes a seu livro "Itapetininga" e de Notas a seu livro "Guareí". Tais Notas são principalmente de resenhas de novos documentos encontrados pelo referido autor.
Aproveitando a sua presença em Itapetininga, Sílvio Vieira de Andrade Filho também fez doação da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" à Biblioteca Municipal "Dr. Júlio Prestes de Albuquerque".

 

Autor entrega livro em Sorocaba

 

O lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho fez, recentemente, doação do livro de sua autoria "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) ao jornal Diário de Sorocaba.

 

Reportagem sobre José Joaquim de Camargo cita livro e autor

 

Em 16.03.2014, José Joaquim de Camargo, antigo proprietário rural de Sorocaba e os seus descendentes atuais foram focalizados pelo jornal sorocabano Cruzeiro do Sul. O referido proprietário, a sua genealogia antiga e atual e questões findiárias são estudadas pelo lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho em seu livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores". Este livro está em sua segunda edição. Este livro e o seu mencionado autor estão na reportagem da jornalista Daniela Jacinto.

Veja dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Artigos de Sílvio Vieira de Andrade Filho no site VIVAcidade

 

Em 03.04.2014, o VIVAcidade (www.vivacidade.com.br), site de Sorocaba, publicou uma matéria referente a dois artigos do lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho bem como reproduziu ambos os artigos na íntegra. Extraídos da seção Artigos do site do próprio autor, os artigos fazem comparação entre a Gramática Tradicional e os estudos lingüísticos. Estes dois artigos que continuam atuais foram publicados pela primeira vez em 31.08.1996 e 21.09.1996 no jornal Nossa Terra de Itapetininga. No VIVAcidade, o link para ler a matéria e os artigos é este: Artigos de lingüista continuam atuais.

Veja dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Livro e autor citados em programa televisivo

 

Em 26.04.2014, o livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) foi exibido no programa "Nossa História, Nossa Gente" da TV Votorantim canal 10 apresentado por C. Silva. Durante o programa, também houve referências ao seu autor Sílvio Vieira de Andrade Filho, lingüista e historiador.

Veja dados técnicos sobre a mencionada matéria logo abaixo na seção Reportagens - citações em ordem cronológica.

 

Biblioteca recebe livro

 

Em 06.06.2014, o livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) de Sílvio Vieira de Andrade Filho foi entregue à Biblioteca Municipal de Salto de Pirapora. Robson Martins, em nome de todos da referida biblioteca, agradeceu o autor e afirmou que o livro é de grande utilidade para os estudantes bem como para toda a população saltopiraporense.

 

Autor participa de fundação de Academia

 

 

Em 30.07.2014, ocorreu na Câmara Municipal de Salto de Pirapora a fundação da Academia de Letras e Artes de Salto de Pirapora (ALASP). No ato de fundação, houve vários discursos e apresentação de escritores e músicos. Para este ato de fundação, o lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho foi convidado a compor a mesa de autoridades. Na ocasião, ele falou para a platéia sobre o livro científico "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (segunda edição) que ficou exposto no mencionado local junto com outros livros e trabalhos artísticos.

 

 

 

 

 

 

II - Reportagens - citações em ordem cronológica

 

 

(20.03.2009) Livro sobre o Cafundó será lançado em Votorantim. Em VIVAcidade, Agenda de Eventos, Sorocaba (clique aqui)

 

(21.03.2009) Lançamento de livro sobre o Cafundó. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(21.03.2009) Lançamento de livro sobre o Cafundó. Em blog do jornalista Air S. Antunes

 

(24.03.2009) Lançamento de livro sobre o Cafundó em Votorantim. Em ROL Notícias, Itapetininga

 

(24.03.2009) Lançamento de livro sobre o Cafundó. Em Portal Comunique-se, São Paulo

 

(24.03.2009) Lançamento de livro sobre Cafundó em Votorantim. Em site de Adriano Gianolla, Sorocaba

 

(25.03.2009) Livro sobre o Cafundó será lançado em Votorantim. Em Cenário Cultural, site da jornalista Cintian Moraes, Sorocaba

 

(25.03.2009) Lançamento de livro sobre o Cafundó em Votorantim. Notícia do lançamento e resumo do livro. Em site www.culturavotorantim.com.br

 

(25.03.2009) Segunda edição sobre Cafundó..... Em Diário de Sorocaba, edição on-line

 

(26.03.2009) Segunda edição sobre Cafundó é lançada amanhã. Em Diário de Sorocaba, p. B1

 

(26.03.2009) Cafundó no Aquário. Coluna Sapo n'água de Celso "Marvadão" Ribeiro, p. B7. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(26.03.2009) Notícia do lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores". Em blog do radialista e publicitário Paulo Queiroz, Sorocaba

 

(27.03.2009) Livro conclui que Cafundó sucumbiu à globalização. Capa. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(27.03.2009) Uma cultura em extinção. Reportagem de José Antônio Rosa no Caderno Mais Cruzeiro, p. B3. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(27.03.2009) “Um Estudo Sociolingüístico.....hoje às 20h”. Caderno Bom Fim de Semana, p. 02. Em Bom Dia, Sorocaba

 

(27.03.2009) Hoje lançamento de livro sobre o Cafundó. Em ROL Notícias, Itapetininga

 

(30.03.2009) Lançado livro sobre região de Sorocaba. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(06.04.2009) Participação do autor sobre questões lingüísticas e segunda edição de seu livro no especial de 10 anos do programa musical do apresentador Orlando Pinheiro. Em Rádio Cacique, Sorocaba. Reportagem no site VIVAcidade (clique aqui)

 

(20.04.2009) Participação do autor no programa musical do apresentador Orlando Pinheiro. O autor falou sobre a segunda edição de seu livro. Em Rádio Cacique, Sorocaba

 

(23.04.2009) Programa de rádio de Sorocaba destaca a "cupópia" dias 24 e 25. Em VIVAcidade, Sorocaba (clique aqui)

 

(24.04.2009) Participação do autor no programa Provocare FM. Em Rádio Cruzeiro do Sul FM, Sorocaba

 

(24.04.2009) Programa de rádio de Sorocaba destaca a "cupópia" dias 24 e 25. Em Clipping Eletrônico do site da PUC, Campinas

 

(24.04.2009) Provocare FM destaca a "cupópia". Em blog Provocare FM, Sorocaba

(24.04.2009) A "cupópia" com o pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Em Portal Provocare, Sorocaba

 

(25.04.2009) Reprise do programa Provocare FM de 24.04.2009 que contou com a participação do autor. Em Rádio Cruzeiro do Sul FM, Sorocaba

 

(30.05.2009) Tropeirismo em Sorocaba. Título original deste artigo: A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(10.06.2009) Escritor sorocabano relança livro sobre cultura africana. Resumo e foto do livro, biografia e foto do autor e entrevista. A entrevista está na seção "Entrevista" logo abaixo. Em Jornal Hoje em Dia, nº 06, Sorocaba

 

(10.06.2009) Entrevista concedida pelo autor ao programa apresentado por Tuti sobre a segunda edição do livro e de seu lançamento a ser realizado em Itapetininga no dia 17.06.2009. Em Rádio Transamérica AM, Itapetininga

 

(03.07.2009) "Quando uma língua se perde, é o homem que está perdendo". Entrevista concedida pelo autor a José Carlos da Silva. Em Portal Galego da Língua (Espaço Brasil)

 

(31.07.2009) Entrevista concedida pelo autor no noticioso Tem Notícias. Em TV Tem, Itapetininga

 

(31.07.2009) A influência dos gaúchos na formação de cidades da região explica a caracterísitica do sotaque dos itapetininganos. Em Site da TV Tem, Itapetininga

 

(24.08.2009) Entrevista concedida pelo pesquisador sobre sotaque de sua região e outros assuntos lingüísticos. Em TV Futura, São Paulo

 

(24.08.2009) Livro sobre o Cafundó será lançado em Sorocaba.Em VIVAcidade, Agenda de Eventos, Sorocaba (clique aqui)

 

(24.08.2009) Lançamento de livro em Sorocaba. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(24.08.2009) Lançamento de livro. Seção Presença de Simone Sanches. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(24.08.2009) Livro sobre o Cafundó será lançado na Câmara. Em ROL Notícias, Itapetininga

 

(24.08.2009) Divulgação do lançamento do livro no programa "Nova Mulher" apresentado por Valquíria Teixeira e Cri Soares. Em Rádio Nova Tropical FM, Votorantim

 

(25.08.2009) Entrevista concedida pelo autor ao programa Hidalgo Netto que vai ao ar diariamente das 9h às 12h. Em Rádio Super FM, Sorocaba

 

(25.08.2009) Entrevista ao vivo concedida pelo autor a Oliveira Júnior do Jornal da Cacique. Em Rádio Cacique AM, Sorocaba

 

(25.08.2009) Livro que aborda cultura africana no país é lançado hoje na Câmara. Seção Arte e Lazer. Em Diário de Sorocaba

 

(25.08.2009) Livro sobre Cafundó é relançado hoje. Caderno Mais Cruzeiro. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(25.08.2009) Livro sobre negros do Cafundó será lançado hoje na Câmara de Sorocaba. Caderno Viva. Em Bom Dia, Sorocaba

 

(25.08.2009) Lançamento da segunda edição do livro "Um Estudo...". Em Sorocaba Dia e Noite, site de Douglas Lara

 

(26.08.2009) Entrevista concedida pelo autor ao Jornal Pan News das 19h. Em Rádio Jovem Pan FM, Sorocaba

 

(31.08.2009) Histórias sobre o Cafundó. Seção Presença de Simone Sanches. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba

 

(   .10.2009) Lançamentos em Sorocaba são apresentados no happy-hour da AEAS. Em Informe AEAS, número 103, Sorocaba

 

(21.11.2009) Resumo de todos os livros e explanação sobre o tema "Lingüística x Gramática Tradicional". Em Rádio Realidade FM, Guareí

 

(17.12.2009) Entrevista concedida pelo autor a Reinaldo Galhardo e Daniel de Oliveira do TV Com Notícias. Em TV Com, Sorocaba

 

(03.02.2010) A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Artigo - Parte I. Em Diário de Sorocaba

 

(04.02.2010) A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Artigo - Parte II. Em Diário de Sorocaba

 

(09.03.2010) Citação do autor, do livro e dos sites no programa noturno de Nílson César que contou com a participação de Luís Renato Cruz Vieira de Andrade. Em Rádio Super FM, Sorocaba

 

(12.03.2010) O site da Abecs (Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares) que publicou os artigos da revista "Papia" da Universidade de Brasília foi atualizado por ano. Assim, o artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho intitulado "O vocabulário e a criatividade da "cupópia" pode ser visto no ano de 2003 no referido site da Abecs. Em www.abecs.net.

 

(24.05.2010) O Tropeirismo em Sorocaba. Título original deste artigo: A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(                ) A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Artigo publicado no site do IHGGI - Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga

 

(22.08.2010) 6a. Semana do Escritor e do Livro de Sorocaba - De 24 a 28. Na reportagem, houve destaque para a participação do historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho. Em VIVAcidade, Agenda de Eventos, Sorocaba (clique aqui)

 

(28.08.2010) Sorocaba encerra hoje a 6a. Semana do Escritor e do Livro. Na reportagem, houve destaque para a participação do historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho. A reportagem traz também foto do pesquisador. Em VIVAcidade, Agenda de Eventos, Sorocaba (clique aqui)

 

(19.11.2010) As comunidades negras do Brasil. Neste artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho, são focalizados o número de comunidades negras no território brasileiro, a porcentagem de comunidades negras em cada estado, os tipos de comunidades, as reivindicações das comunidades tituladas, as ações do governo, etc. Em Diário de Sorocaba

 

(20.11.2010) Livro resgata história das comunidades da região. A reportagem, que traz também outro título, aborda também os conteúdos do livro. A reportagem traz também a foto do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Reportagem de Felipe Shikama. Em Jornal Ipanema, Sorocaba

 

(20.11.2010) Livro resgata história das comunidades da região. A reportagem, que traz também outro título, aborda também os conteúdos do livro. A reportagem traz também a foto do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Reportagem de Felipe Shikama. Em Blog do Shikama, Sorocaba

 

(26.11.2010) As comunidades negras do Brasil. Neste artigo do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho, são focalizados o número de comunidades negras no território brasileiro, a porcentagem de comunidades negras em cada estado, os tipos de comunidades, as reivindicações das comunidades tituladas, as ações do governo, etc. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(08.12.2010) Participação on-line do autor no Décimo Congresso Municipal de Lingüística Diversificada Junto à Dinâmica das Línguas Naturais (Deconmulindi 2010 On-line), realizado na USP e idealizado pelo Projeto Taguaiba

 

(24.12.2010) Autor relança livro sobre formação de municípios. Esta reportagem referente à segunda edição do livro traz foto do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho. Caderno de Cultura. Em Correio de Itapetininga

 

(18.04.2011) Extensa História de Pilar do Sul focalizada em livro. Em O Jornal, número 156, p. 02, Pilar do Sul

 

(07.06.2011) A região de Sorocaba, etc. e o seu sotaque. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(18.06.2011) Regionalismo - Expressões que sobrevivem ao tempo. Em Correio de Itapetininga, edição 328

 

(18.06.2011) Caipira é tudo igual. Com este título, Luiza Válio fez seus próprios comentários sobre a língua portuguesa e o sotaque da região e transcreveu a reportagem do Correio de Itapetininga (edição 328) em que é citado o historiador e lingüísta Sílvio Vieira de Andrade Filho. Em Blog da Luíza Válio, São Miguel Arcanjo

 

(20.11.2011) Site de Sorocaba traz pesquisas. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(12.03.2012) Entrevista concedida pelo autor ao programa "Giro de Notícias". Em Rádio Vanguarda AM, Sorocaba

 

(14.03.2012) Livro Documentário sobre Comunidades Negras é destaque em entrevista. Em Site da Rádio Vanguarda, Sorocaba

 

(03.04.2012) Uma voz para resistir. Em National Geographic - Brasil, edição 145, abril de 2012, São Paulo

 

(03.04.2012) Uma voz para resistir. Em Site da National Geographic - Brasil, São Paulo

 

(09.04.2012) Lingüista de Sorocaba na National Geographic. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(03.08.2012) Escritor sorocabano escreve livros sobre Itapetininga. Em O Município, ano VII, número 026, p. 04, Itapetininga

 

(18.11.2012) Participação do pesquisador Sílvio Vieira de Andrade Filho no programa "Cultural Gospel Regional". Em TV Votorantim - canal 10, Votorantim

 

(11.04.2013) Pesquisador de Sorocaba faz novo estudo. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(23.05.2013) O Tropeirismo em Sorocaba. Título original deste artigo: A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(23 e 29.05.2013) A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa: tropeirismo, movimentações e migrações. Em Boletim do ROL (Região On Line), Itapetininga

 

(16.03.2014) Quilombolas aguardam pela delimitação de território para serem rerconhecidos. A reportagem contém outros títulos. Em Cruzeiro do Sul, Sorocaba.

 

(03.04.2014) Artigos de lingüista continuam atuais. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

(26.04.2014) Livro e autor citados. Em "Nossa História, Nossa Gente", canal 10,  TV Votorantim

 

(28.07.2014) Lingüista de Sorocaba faz novo artigo. Em VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui)

 

 

 

 

Entrevistas

 

1 - Esta primeira entrevista encontra-se no site referente à primeira edição do livro "Um Estudo...." na seção "Entrevista". Clique aqui.

 

2 - Abaixo, a parte referente à entrevista concedida pelo autor Sílvio Vieira de Andrade Filho em 10.06.2009 ao Jornal Hoje em Dia (JHD) de Sorocaba

 

JHD - Como e quando surgiu a idéia de escrever o livro?

O livro é resultado da tese de meu doutorado na USP. Antes de iniciá-lo, eu já tinha vontade de fazer um estudo sociolingüístico da região motivado por leitura de jornais e pelas freqüentes visitas à comunidade negra do Cafundó, localizada no município de Salto de Pirapora e que surgiu com a Abolição da escravatura em 1888. Eu já vinha sugerindo a meu orientador que achava mais viável e mais interessante como morador de Sorocaba abordar algo sobre a minha região. Assim, desde 1988, comecei a visitar Salto de Pirapora e o Cafundó que tem área de quase 8 alqueires. Os primeiros objetivos foram lingüísticos. Depois surgiu a possibilidade de outras abordagens. No livro, procurei ser o mais imparcial possível. O livro é totalmente científico e, portanto, isento de qualquer tendência ideológica.

JHD - Qual o principal traço cultural da comunidade? Quais as particularidades da "cupópia"?

Sem dúvida, o traço cultural mais evidente desta comunidade é a língua "cupópia" que surgiu no Caxambu, antiga comunidade vizinha. Quando eu estive lá pela primeira vez, 11 habitantes falavam a língua. Atualmente, são apenas 7 usuários. A "cupópia" é formada por 150 palavras de origem africana aplicadas na estrutura da língua portuguesa. Tais palavras são oriundas de diversas línguas africanas. Na verdade, a "cupópia" é uma mistura resumida de várias línguas africanas. Como os escravos que vieram ao Brasil eram procedentes de diversas regiões da África e, portanto, falantes de diversas línguas, eles precisavam comunicar-se entre si no grupo onde estavam. Assim, surgiram no Brasil espontaneamente várias línguas deste tipo desde a época colonial. Como eram usadas como instrumento de comunicação para os escravos e defesa de seus interesses diante de seus patrões, elas foram inicialmente "secretas". Serviam, por exemplo, para planejar fugas, indicar local de alimentos e outros aspectos do quotidiano. A cupópia é polissêmica, pois, mesmo com o escasso vocabulário, ela pode expressar todo o mundo dos objetos da comunidade pois cada palavra tem muitos significados. Além disso, é cheia de perífrases. Só para o leitor ter uma idéia, a palavra "nangá" (roupa) e "viçó" (olho) formam "nangá do viçó". A expressão toda significa a palavra óculos. Os usuários da "cupópia" juntam as palavras para criar novos significados.

JHD - Quais foram as primeiras impressões que você teve ao chegar na comunidade?

Quando eu cheguei lá, me deparei com casinhas construídas com paredes de paus entrelaçados e barro. Só algumas apresentavam cobertura de sapé. Estas características formam a típica casa da zona rural brasileira. Desde então, algumas casas foram demolidas e substituídas por casas mais modernas. Atualmente, a população desta comunidade é de aproximadamente 85 habitantes.

JHD - Quais são as grandes utilidades do livro?

Dentre as inúmeras utilidades, esta obra oferece elementos para ampliar os estudos da lingüística africana no Brasil, fornece elementos para a lingüística geral, contribui para a pesquisa do negro brasileiro antes e depois da Abolição, oferece elementos para o estudo do português rural brasileiro, contribui para o estudo dos bairros rurais brasileiros e para o mapeamento das comunidades negras no Brasil, objetivando novos estudos lingüísticos e não lingüísticos, pode ser usada por folcloristas e por alunos da rede escolar, pois possui curiosas narrações.

JHD - Qual foi a grande contribuição do livro para a região de Sorocaba além da parte lingüística?

Através de documentos que fui encontrando durante muitos anos em cartórios, em registros eclesiásticos e nas sedes das comarcas pude estudar a formação de diversos municípios da região (Sorocaba, Votorantim, Salto de Pirapora, Araçoiaba, Itapetininga, Sarapuí e Pilar do Sul). Por esta razão, se não fossem por problemas técnicos, o livro deveria chamar-se "A Formação de Alguns Municípios da Região Administrativa de Sorocaba com as suas Propriedades Rurais, com os seus Escravos e com o seu Folclore. Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores".

JHD - Que reflexão o senhor deixa para a sociedade a partir de sua pesquisa lingüística?

Nós das ciências humanas, como o próprio nome diz, temos obviamente como objetivo maior o estudo do ser humano. Quando uma língua se perde, é o homem que está perdendo algo que pode contribuir para a ampliação do estudo do próprio homem, seja qual for a raça deste homem. Daí ser importante deixar registrada uma língua antes que, um dia, esta venha a desaparecer.

 

 

3 - Abaixo, a entrevista concedida pelo autor Sílvio Vieira de Andrade Filho em 03.07.2009 ao Portal Galego da Língua (PGL)

 

Nesta entrevista esclarecedora, o autor desmistifica o Cafundó, explica a cupópia e fala sobre a importância da preservação da língua

 

Sílvio Vieira de Andrade Filho: "Quando uma língua se perde, é o homem que está perdendo"

 

José Carlos da Silva - No Brasil é muito comum a expressão “Cafundó do Judas”, para designar um lugar muito longe. No entanto, pouca gente se da conta do seu significado ou mesmo da existência desse lugar.

Do Portal Galego da Língua conversamos com o Professor Doutor Sílvio Vieira de Andrade Filho, autor do livro Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores. Nesta entrevista esclarecedora o autor desmistifica o Cafundó, explica a cupópia e fala sobre a importância da preservação da língua.

PGL – Quando criança, ouvia de minha avó a expressão “É lá nos cafundó!”, para designar um lugar muito distante. Seu livro Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores é exatamente sobre esse lugar? Onde ele está situado?

SVA - "Cafundó" significa lugar retirado, distante e de difícil acesso. Designa também qualquer local capaz de dar forte proteção a seus moradores. A explicação está de acordo com a localização da comunidade. Todos nós conhecemos este enunciado: "Aquele homem mora no cafundó do Judas". É um item que está incorporado ao vocabulário da língua portuguesa. De um sentido genérico, o item passou para um sentido particular: cafundó > Cafundó. O mesmo ocorreu com o nome da cidade portuguesa: porto > Porto. Cafundó pode ser também sobrenome com a mesma explicação anterior. É bem provável que na formação de Cafundó entre o morfema "ca-" que, nas línguas banto, indica carência, falha, diminuição, etc. Em português temos "caolho" e os itens lexicais de origem africana "camundongo" (rato pequeno) e "caçula" (filho mais novo e por isto mesmo o menor de uma família). Raimundo Pereira (1906), profundo conhecedor do Cafundó, afirmava ser a denominação Cafundó mais antiga que ele próprio. Por outro lado, é bom lembrar que, em muitos documentos do começo do século XX, os cafundoenses usam as denominações "Bairro do Sarapuí", "Barra do Sarapuí" e "Barra" quando se referem ao local de sua moradia. Provavelmente, o mesmo morfema está também em "Caxambu". Além de designar a comunidade negra de Salto de Pirapora, SP, a palavra “cafundó” pode ser usada como símbolo das comunidades negras. Exemplo: Existem muitos cafundós no Brasil.

PGL – A imprensa brasileira “descobriu” o Cafundó em 1978 com grande alarde. A população da região de Sorocaba já conhecia esse local?

SVA - O bairro "Cafundó" do município paulista de Salto de Pirapora surgiu com a Abolição (1888). Como qualquer bairro rural, este sempre foi conhecido de toda população do município de Salto de Pirapora. O mesmo podemos dizer da "cupópia". Muitos moradores do Cafundó vieram morar em Sorocaba o que tornou o bairro também conhecido de alguns em Sorocaba. Em 1972, houve um processo de cafundoenses na comarca de Sorocaba que serviu também para que muitos sorocabanos tomassem conhecimento da comunidade. Portanto, ninguém descobriu nada. Em 18.03.1978, surgiu a primeira reportagem sobre o Cafundó somente no jornal sorocabano Cruzeiro do Sul, de autoria de Júlio Gonçalves e do Prof. Luís Carriel de Oliveira, então secretário de Educação e Cultura de Salto de Pirapora. Este último já visitava o Cafundó e tirava fotos do local desde 1977. Com esta reportagem, o Cafundó teve aumentada a sua popularidade pela primeira vez, ultrapassando em escala maior os limites do município de Salto de Pirapora. Com ira, Carriel afirma que sua presença no início de 1977 e a reportagem de 1978 foram omitidas em alguns relatos. Ele afirma também que certas informações podem enganar a todos menos a população de Salto de Pirapora.

PGL – Quais são as características do Cafundó? Ela é um reduto do período escravocrata que permaneceu isolado? Quantas pessoas moram atualmente nesse local?

SVA - O Cafundó nasceu na Abolição (1888) e sua população nunca ficou no isolamento. Atualmente moram no local cerca de 95 habitantes.

PGL – Como é a organização social no Cafundó?

SVA - É uma organização comum a todos os bairros rurais brasileiros. A única coisa que difere o Cafundó dos demais bairros rurais brasileiros é a existência de uma fala africana denominada "cupópia".

PGL – O que é a cupópia?

SVA - "Cupópia" é uma fala africana formada por 150 palavras e que usa a estrutura da língua portuguesa. A fala originou-se de várias línguas africanas trazidas para o Brasil através dos escravos.

PGL – O dicionário cupópia-português foi desenvolvido pelo senhor?

SVA - Sim. Não apenas o dicionário "cupópia-português" como também o dicionário "português-cupópia". Os dicionários têm inclusive transcrição fonética e estão no meu livro.

PGL – Sua obra traz uma descrição da "cupópia" nos níveis fonético-fonológico, morfológico, sintático, semântico e textual. Qual a importância deste detalhado estudo?

SVA - Dentre as inúmeras utilidades, esta obra oferece elementos para ampliar os estudos da lingüística africana no Brasil, fornece elementos para a lingüística geral, contribui para a pesquisa do negro brasileiro antes e depois da Abolição, oferece elementos para o estudo do português rural brasileiro, contribui para o estudo dos bairros rurais brasileiros e para o mapeamento das comunidades negras no Brasil, objetivando novos estudos lingüísticos e não lingüísticos, pode ser usada por folcloristas e por alunos da rede escolar, pois possui curiosas narrações.

PGL – A cupópia é ensinada para as novas gerações?

SVA - Quando eu comecei a estudar a "cupóppia", havia 11 usuários. Atualmente estes ficaram reduzidos a apenas 5.

PGL - O Cafundó sucumbiu à globalização? Este universalismo não trouxe à tona o indivíduo, os pequenos grupos e as chamadas minorias?

SVA - Como qualquer comunidade rural do Brasil em contato com o meio urbano, o Cafundó vem sofrendo uma especie de globalização que está apenas em sua fase inicial.

PGL – Atualmente, o Cafundó é “um povo distante do que chamamos de civilização”, “um grupo de negros em uma aldeia” ou um quilombo?

SVA - Nunca os cafundoenses viveram no isolamento. Podemos dizer que os cafundoenses são iguais a tantos outros habitantes de bairros rurais brasileiros. Historicamente, o Cafundó não pode ser considerado um quilombo no sentido tradicional de grupos de escravos fugitivos que se agruparam para defenderem-se de ataques, etc. Além disto, o Cafundó só surgiu com a Abolição de 1888.

PGL - Na Galiza, atualmente, grande parte da população luta para manter o uso do idioma galego-português nas escolas, empresas e em toda a comunidade. Em sua opinião, como o idioma pode ser protegido e preservado?

SVA - Nós das ciências humanas, como o próprio nome diz, temos obviamente como objetivo maior o estudo do ser humano. Quando uma língua se perde, é o homem que está perdendo algo que pode contribuir para a ampliação do estudo do próprio homem, seja qual for a raça deste homem. Daí ser importante deixar registrada uma língua antes que, um dia, esta venha a desaparecer.

 

Nota - veja também na seção "Reportagens" (clique aqui) o discurso de Carriel no lançamento em Salto de Pirapora da primeira edição do livro "Um Estudo....". O mencionado discurso encontra-se na reportagem "Prof. Carriel fala no lançamento do livro em Salto de Pirapora".

 

 

Artigos

 

 

A rota Sorocaba e região para o sul e vice-versa:

tropeirismo, movimentações e migrações


Sílvio Vieira de Andrade Filho (*)


A partir do século 18, muitas pessoas de Sorocaba e adjacências se tornaram tropeiros. Pelo caminho das tropas, iam ao sul do Brasil comprar eqüinos que eram revendidos na feira de muares de Sorocaba, muito conhecida em todo o país. Muitos chegaram a morar em localidades no sul do Brasil, exercendo a referida atividade. Muitos ficaram definitivamente no sul. Muitos retornaram a Sorocaba e região. Por outro lado, muitos do sul do Brasil vieram para Sorocaba e região como tropeiros. Muitos se fixaram na região de Sorocaba e muitos retornaram ao sul.

Na época, quando o mapa da rota Sorocaba e região para o sul do Brasil e vice-versa ainda não estava pulverizado de pontos urbanos, houve também muita movimentação de pessoas pelo caminho das tropas que não se dedicavam à vida tropeirística, mas que desejavam rever a família, resolver negócios, etc. Para homenagear os tropeiros, existe em Sorocaba o Monumento aos Tropeiros. O governo municipal está instalado no Palácio dos Tropeiros. O tropeirismo decaiu em fins do século 19 quando começaram a surgir em Sorocaba as primeiras indústrias têxteis com o desenvolvimento da lavoura de algodão.

O português Simão Barbosa Franco casou-se primeiramente em 1737 em Curitiba onde viveu. Em 1766, ele é dono de fazenda nos campos de Lages. A Vila de Lages ainda não estava fundada. Em fins de 1766, chegou aos ditos campos o grupo comandado pelo paulista Cap. Antônio Correia Pinto de Macedo para providenciar a fundação da Vila de Lages. Em 1768, Simão é diretor da fundação oficial da Vila de Itapetininga. Em 1769, ele se casa em segundas núpcias em Itu quando declara ser dos campos de Lages. Em 1769, ele obtém em agosto licença para ir aos referidos campos e em dezembro manda buscar animais no mesmo local. No começo de 1770, ele impede o tropeiro João da Costa de invernar a sua tropa num certo local de Itapetininga. Em 05.11.1770, ocorreu a fundação de Itapetininga e Simão é um dos fundadores. Em 1772, Simão vai definitivamente para a Vila de Lages, importante centro tropeirístico fundado em 1771.

Num documento de 1772 arquivado no Fórum Velho de Itapetininga referente a 28 potros, há uma carta precatória de 1770 da Vila de Santana do Parnaíba em que a inventariante Ana Francisca Lima afirma que o seu marido Luís da Silva Figueiró ia a negócios a São Pedro do Sul. Ele faleceu no Rio Grande do Sul.

Em 1774, o tropeiro Antônio José Domingues veio de Viamão com a sua tropa constituída de 525 bestas que deixou invernando primeiramente nos campos de Capivari. Como os referidos campos não estavam mais servindo, o dito tropeiro transferiu a tropa para um segundo local. Salvador de Oliveira Leme (inspetor e administrador de Itapetininga) mandou expulsar a tropa deste segundo local, o que provocou reclamação por parte de Domingues.

Em 1779, Salvador de Oliveira Leme entra com requerimento na Vila de Itapetininga contra Paulo Leite de Moraes que faleceu devendo à Fazenda Real certo valor referente a uma tropa proveniente do Rio Grande do Sul.

Em 1780, segundo um documento arquivado no referido fórum de Itapetininga, o Capitão-mor Salvador de Oliveira Leme entra com um requerimento na Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga contra o devedor Alexandre de Gusmão, tropeiro do Rio Grande do Sul. Gusmão está em lugar desconhecido e deixou sua tropa em poder de Bernardino Alves da Silva na paragem denominada Capão Alto.

Devido a atividades ligadas ao tropeirismo na região, foi erguida a Capela da Fazendinha (atual Sarapuí).

O Tenente Francisco de Paula Penteado esteve também no sul do Brasil. Ele faleceu em 1833 em Sorocaba. No testamento de 1833, ele manifesta o desejo de que haja a liquidação do negócio de "tropas de bestas" com o seu irmão Cap. Antônio de Almeida Leite Penteado. Num trecho, o Ten. Francisco fala de seu retorno a casa proveniente dos Campos Gerais de Curitiba com animas que lá adquiriu. Os filhos do Ten. Francisco de Paula Penteado estiveram também em Lages, com aprovação paterna, de onde retornaram posteriormente.

 

Em 04.02.1837, a Câmara Municipal de Itapetininga emite declaração em que consta Américo Antônio Aires ser possuidor de três extensas fazendas com terras, campos e matos. Os campos servem unicamente de invernada e são arrendados por tropeiros.

 

Esteve também em Lages o Cap. Antônio de Almeida Leite Penteado. Retornou do sul em 1838 aproximadamente para morar em Itapetininga onde tinha um negócio de bestas com o seu sobrinho que sempre ia ao sul. O padre que possuía o mesmo nome do capitão seu pai foi também para o sul e na povoação de Soledade (atual Rio Grande do Sul) fez em 1847 o casamento de José (nascido em Itapetininga em 1822) que afirma ser filho do capitão. O capitão, porém, não o reconhece como seu filho e nem no documento de batismo consta o nome do capitão como pai. José permaneceu no sul.

 

Em seu testamento de 1840, o proprietário de terras Américo Antônio Aires, residente em Sorocaba, menciona um filho fora do casamento de nome Antônio. Américo orientou-o a ir ao sul do Brasil e deu-lhe 800 mil réis e um escravo. Quando já estava com muitos bens, Antônio começou a mandar-lhe cartas desrespeitosas do sul. Posteriormente, enviou-lhe de volta o escravo e o dinheiro.

 

Em 1841, Salvador de Oliveira Aires II (Ana Vieira Aires) moveu ação, encontrada no Arquivo do Fórum de Itapetininga, contra João José de Deus, afirmando que este invadiu os seus campos que estavam sendo arrendados e nestes fez queimadas e roças, atrapalhando bastante as tropas que aí se encontravam invernando.

No inventário do casal Pedro de Almeida Lara-Josefa Leite de Godói de 1843, dos nove herdeiros, só quatro se encontravam morando na região. Os demais estavam morando no sul do Brasil. Dos que estavam no sul, retornaram posteriormente Manoel de Almeida Leite e João de Almeida Leite. Há procuração dos que ficaram no sul datada de 1846 e 1847 proveniente do Rincão de São Pedro ou São Pedro do Sul que tinha grande importância tropeirística.

Numa ação judicial de 1857, consta que o acusado Francisco Pereira de Barros deixou a família na Areia Branca (atual bairro do município paulista de Guareí) e foi para o sul do Brasil. Numa estância de Missões, deixou 50 bestas, tendo seguido o seu caminho com uma carga de fumo para vender sem nunca mais procurar os animais. Tendo recebido de Missões uma carta do acusado, Mariano Xavier da Costa foi à Província do Sul e perguntou por ele a diversas pessoas dentre as quais alguns castelhanos.

Em 1866, Francisco Caetano de Oliveira e sua mulher Ana Rodrigues de Sousa, através de procuração de 1864 elaborada na cidade de Lages, Província de Santa Catarina, vendem para Manuel Maria Xavier de Araújo um sítio na Barra (Sorocaba).

Em 24.09.1881 na Matriz de Sorocaba, ocorreu o casamento do viúvo Manuel Amaro Gonçalves com Maria Francisca de Almeida, filha de José Maria Pedroso com Francisca Maria de Almeida, natural de Lages.

Juquinha Leme (José Moreira de Campos) estava com 20 anos no inventário de 1897 de seu pai Francisco Leme de Campos. Juquinha Leme foi proprietário de um sítio no Guaxinduva (atual município de Salto de Pirapora, SP) e, como tropeiro, costumava ir ao Rio Grande do Sul comprar muares para serem revendidos aos fazendeiros de Sorocaba e região. A sua vida de tropeiro teve início em sua mocidade e durou mais ou menos 20 anos. Ele e os seus peões iam de trem até Campos Novos numa viagem de quinze dias. A volta a Sorocaba só ocorria depois de seis meses. No percurso, os animais adquiridos tinham que atravessar pequenos rios a nado. Na travessia, só as orelhas dos animais podiam ser vistas à flor da água.

Em 1899, José Antunes de Sousa Branco e sua mulher Dona Gabriela de Oliveira Rosa, residentes na Barra (Sorocaba), preparam o seu testamento em que é citada a mãe de Gabriela como residente em Carazinho, RS. Em 1912, falece Gabriela, natural do Rio Grande do Sul, tendo sido sepultada no cemitério do centro de Salto de Pirapora, SP.

No inventário do Tenente-coronel Manuel Joaquim de Andrade, morador de Guareí, SP, iniciado em 1903, consta o nome de uma de suas filhas Maria Teresa da Costa, viúva e residente em Cruz Alta, RS. Ela se casou em Tatuí, SP, com Mariano Xavier da Costa em 1854.

Morador de Salto de Pirapora, SP, Manuel Moreira Farrapo (1927-2008) afirma ter ouvido dos antigos que a família Farrapo de Salto de Pirapora teve início com um tropeiro gaúcho que costumava sair do Rio Grande do Sul com a sua tropa em direção a São Paulo. No percurso, ele ia domando e vendendo os seus burros. Como tivesse roubado uma mulher em sua terra natal e temendo represálias, resolveu fixar-se na região, abandonando as atividades tropeirísticas. Flávio de Oliveira Ramos (1936-2000) afirma que um tropeiro, proprietário de extensas terras na região, estava voltando do Rio Grande do Sul com a sua tropa quando encontrou um moço todo esfarrapado numa estrada. Todos os membros da comitiva conversaram com ele. Excelente peão, foi logo incorporado à comitiva, passando a ser chamado de Francisco Moreira Farrapo. O tropeiro que o acolheu passou a considerá-lo um herdeiro.

Bibliografia

ANDRADE FILHO, Sílvio V. de 

(2000) Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores (obra resultante de tese de Doutorado na USP), Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, Editora e Gráfica Paratodos, Sorocaba

(28.08.2001) Um caso de amor no século 19. Trata da vida do Capitão Antônio de Almeida Leite Penteado. Em A Tribuna de Sorocaba, Sorocaba

(2004) Guareí, Prefeitura e Câmara Municipal de Guareí, Gráfica Manchester, Sorocaba

(14.05.2005) História revela pontos em comum entre Itapetininga e Lages. Em Jornal Nossa Terra, Itapetininga

(2006) Itapetininga, Gráfica Manchester, Sorocaba

(2009) Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores, 2a. edição ampliada, RR Donnelley, São Paulo

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é pesquisador, lingüista, historiador e doutor pela USP. Possui na internet os seguintes sites:
http://www.cafundo.site.br.com
http://inforum.insite.com.br/8400

 

Nota - Este artigo encontra-se também no site VIVAcidade, Textos e Notícias, Sorocaba (clique aqui). Encontra-se também no jornal Diário de Sorocaba (03 e 04.02.2010) e no site do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga (IHGGI).

 

 

A região de Sorocaba, etc. e o seu sotaque

 

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho

 

A questão fonética da língua portuguesa abaixo não é só da extensa região de Sorocaba.

 

Sobre a pronúncia do som grafado com "r" em palavras como "porta" que alguns acham feia é preciso dizer que "belo" e "feio" são conceitos estéticos com os quais a Lingüística não trabalha. Tais conceitos são próprios da Literatura que é arte. Sendo ciência, a Lingüística apenas faz a transcrição fonética da palavra em foco, preocupando-se apenas como esta é pronunciada na realidade e não se preocupando se os sons emitidos pelo falante são bonitos ou feios.

 

A colocação de conceitos estéticos na palavra torna anti-científica a Gramática Tradicional que vive citando exemplos de escritores, revelando que recebe fortíssima influência literária e que não respeita a variabilidade lingüística. Seus adeptos (editoras, escolas, indústria dos cursinhos e dos concursos públicos) não se cansam de lutar titanicamente pela sua conservação.

 

A Lingüística, que representa a evolução dos estudos da linguagem, também não trabalha com os conceitos de "certo" e "errado", valorizando muito a oralidade das línguas de populações ágrafas e não ágrafas. A aplicação de tais conceitos inviabiliza a descrição de qualquer língua. Tais conceitos também deixam anti-científica a Gramática Tradicional que vem se mantendo graças a interesses econômicos. Se fosse seguir os conceitos desta, não seria possível a realização por este articulista da obra "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores".

 

O curioso é que muitos que acham feia a pronúncia do "r" de "porta" no português da região de Sorocaba, acham bonito este mesmo som quando pronunciado na palavra "war" do inglês. O som é o mesmo em ambas as palavras. As duas línguas em foco (bem como muitas outras) têm o mesmo referido som que é até chamado de "r" inglesado! Será que este fato revela perda de auto-estima por parte de alguns brasileiros?

 

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é pesquisador, lingüísta, historiador e doutor pela USP. É autor dos seguintes livros: "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba (2000), "Guareí" (2004), "Itapetininga" (2006) e "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", 2a. edição ampliada, RR Donnelley, São Paulo.

O assunto do artigo acima foi tratado em entrevistas na TV Tem de Itapetininga e na TV Futura de São Paulo. As notícias destas entrevistas estão no primeiro site do autor indicado logo abaixo.

Dentre os vários artigos do autor, podemos citar "Brasil: Apagões e Sugestões", também publicado no Site VIVAcidade cujo link é este: http://www.vivacidade.com.br/cidade_textos_interno.php?id_cidade=866. Podemos citar também este artigo: "O que revelam os números das eleições" cujo link é: http://www.vivacidade.com.br/cidade_textos_interno.php?id_cidade=3594.

O autor possui na internet os seguintes sites:
1 - http://www.cafundo.site.br.com
2 - http://inforum.insite.com.br/8400

 

 

 

Gramática Tradicional x Lingüística - I



(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br)

 


Através das palavras e dos enunciados numerados da lista exemplificativa no final deste artigo, pretendemos fazer uma reflexão envolvendo os estudos antigos e recentes sobre a língua portuguesa.


A palavra grifada de (1) é chamada pela gramática tradicional de artigo definido. Por quê? Seus seguidores afirmam que a palavra grifada é capaz de definir o nome ao lado. Acontece que o ouvinte pode fazer a pergunta contida em (2), comprometendo seriamente a explicação tradicional. Mesmo que a explicação tradicional estivesse perfeita, teríamos outro problema. Se usarmos o raciocínio contido em (3), somos forçados a reconhecer a imprecisão da terminologia tradicionalista. Além disto, a observação de (4) leva-nos à conclusão de que a nomenclatura tradicional em foco serve para o nome de (1) e não para a palavra grifada de (1).


A gramática tradicional (= GT) chama o grifo de (5) de objeto indireto. A primeira explicação da GT é esta: o grifo é o complemento do verbo que tem preposição. Notamos uma distância enorme entre a nomenclatura tradicional e o que esta quer dizer. A nomenclatura que vai direto ao assunto poderia ser esta: complemento verbal em conformidade com o que a própria GT chama de complemento nominal. A segunda explicação tradicional é esta: o nome da expressão grifada é o alvo da ação verbal de maneira indireta. Mas como, se o candidato fala diretamente?


Em (6), notamos nova inadequação terminológica. Aqui, para usarmos a própria nomenclatura da GT, temos um caso de sujeito inexistente. Esta, porém, não usa para (6) tal terminologia, pois não leva em consideração o lado semântico dos enunciados. Daí as falhas terminológicas em todos os enunciados até agora vistos.


A GT, adotando o critério do certo e errado condena enunciados como (7), argumentando que não se pode iniciar enunciados com palavras como a grifada. Negar enunciados como o (7) é fugir da realidade, é negar o óbvio. Para a Lingüística, que não adota tal critério, o que interessa para a análise é o que se ouve realmente. Assim, (7) representa a realidade, ao passo que (8) e (9) são meras invenções, meras fugas dos gramáticos tradicionais. Se baseássemos nossa tese de Doutorado no critério falso da GT, jamais iríamos realizar o estudo da "cupópia", a fala do Cafundó que tem enunciados como (10) onde não existe concordância verbal.


O enunciado (11) tem por estrutura mental (12). O ato da fala (11) ocorre graças a uma operação mental (12) que está na cabeça tanto do falante como na do ouvinte. Tem que estar na cabeça dos dois para haver comunicação. Daí a Lingüística Gerativo-Transformacional trabalhar em sua análise com duas estruturas: uma mental e outra superficial. Daí a Lingüística estar ligada à Psicologia (Psicolingüística). Daí a Lingüística fazer parte das ciências humanas.
É uma ciência apoiando-se em outra ciência e não como faz a GT que, ao descrever o registro alto, se apóia em exemplos de escritores e poetas. A GT quer fazer ciência e mistura ciência com arte. Ciência e arte são impossíveis de misturar do mesmo jeito que o óleo e a água. Não temos nada contra os literatos. Assim como alguém pode pegar um pedaço de madeira e fazer uma escultura, o literato pega palavras e faz uma obra literária. Ele então está fazendo arte. Está trabalhando a palavra de modo artístico. E muitos trabalham muito bem. Somos contra a GT que mistura ciência com arte. Somos contra a GT que cita um escritor que usa (8) e que condena (7). Somos contra a GT que desconhece a fala oral (7).


E o que dizer da Ortografia? Trata-se de mera convenção entre os homens. Em português (13) tem "h", mas a mesma palavra em italiano não tem (14). Sendo convenção, uma língua usa o "h" e outra não. Sendo convenção, as formas podem sofrer alterações periódicas. Sempre estamos ouvindo o barulho de que alguma coisa vai mudar do mesmo jeito que já mudou no passado. Assim, a palavra de (15) já foi outrora escrita do jeito que está em (16). Por ser convenção, a ortografia nada tem a ver com os estudos lingüísticos. A nossa ortografia nem sempre é coerente. Ela manda escrever (17) com "h", grafema sem nenhum valor fonético, mas manda que (18) seja escrito sem este. Isto ocorre porque estamos diante de mera convenção. As regras ortográficas não são regras naturais, duradouras, imutáveis, brotadas da própria estrutura da língua e sim regras artificiais cheias de exceções inventadas pelo homem que, desejoso de estardalhaços periódicos, quer novamente mudá-las, chegando até a piorá-las com tantas incoerências. No referente à acentuação gráfica, devemos lembrar que a língua inglesa não usa acentos.

 

Os estudos lingüísticos buscam a verdade através de idéias claras e lógicas. A nossa vida mental só funciona bem com coisas claras e lógicas. Por esta razão, os estudos lingüísticos não cometem as incoerências da GT que a deixam difícil de entender e anti-científica. Se predominassem no Brasil, os estudos lingüísticos facilitariam os concursos públicos e os vestibulares.


Como podemos perceber, os estudos da linguagem evoluíram como toda ciência. Será que há interesses econômicos que, de modo consciente, impedem a evolução científica, seguindo a filosofia contida em (19) e, desta maneira, atrapalhando a vida dos que estão envolvidos na língua portuguesa ativa ou passivamente através da perpetuação do antigo que não requer nenhum esforço para ter continuidade?


Alguns professores afirmam que seguem rigorosamente o conteúdo tradicional dos livros didáticos. O que está no livro tem para eles força de lei. Por outro lado, elementos ligados ao setor editorial alegam que tal conteúdo representa fielmente o desejo dos professores e tem a aprovação dos órgãos educacionais. Alegam também que uma suposta obra cientificamente atualizada sem a devida aprovação dos referidos órgãos, com certeza, só traria prejuízos. Estamos diante de um círculo vicioso muito difícil de ser rompido.


Do ponto de vista estritamente pedagógico, se o objetivo é o desenvolvimento da capacidade expressiva por parte dos discentes, nenhum modelo teórico é válido mesmo que moderno.


Lista de palavras e enunciados


(1) Pegue o caderno para mim
(2) Que caderno?
(3) Quem dirige é diretor, quem compra é comprador, quem consome é consumidor. Portanto, quem define é definidor.
(4) A blusa foi comprada pelo comprador.
Portanto, o nome é definido pelo definidor.
(5) O candidato fala diretamente ao povo
(6) Ninguém foi à festa
(7) Me dá um dinheiro aí
(8) Dá-me um dinheiro aí
(9) Dir-te-ei a verdade
(10) As anguta cuendô
As mulher chegou (tradução literal)
(11) Lembranças aos seus
(12) Dê você lembranças aos seus pais
(13) homem
(14) "uomo" = homem
(15) farmácia
(16) pharmacia
(17) Bahia
(18) baiano
(19) Para que vamos simplificar se podemos complicar?
Para que melhorar se assim está ótimo para nós?

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site www.cafundo.site.br.com.


Nota - Este artigo foi publicado pela primeira vez em 31.08.1996 no jornal Nossa Terra de Itapetininga.


 

 

 

 

Gramática Tradicional x Lingüística - II



(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br)

 

 

Através das palavras e dos enunciados numerados da lista exemplificativa no final deste artigo, pretendemos fazer uma reflexão envolvendo os estudos antigos e recentes sobre a língua portuguesa.


Por que a Lingüística faz parte das ciências humanas? As ciências humanas têm por objetivo compreender melhor o ser humano. Assim como o ato de aprender a andar de uma criança é um comportamento humano, a fala é também um comportamento humano estudado pela Lingüística que tem um ramo especial só para estudar este comportamento humano chamado Psicolingüística. A Lingüística, portanto, faz parte das ciências humanas e não está, como a Gramática Tradicional (= GT), ligada à Arte, à Literatura. Em algumas faculdades brasileiras, o curso de Lingüística já está separado do curso de Letras.


Por que os exemplos literários não servem para a Lingüística? Como artistas da palavra, os escritores e poetas praticam certas liberdades que fazem parte de sua criação artística. Dentre estas, está a geração de enunciados artificiais. Um exemplo de artificialismo, de falta de espontaneidade é a chamada topologia pronominal pela GT (1). Não é com enunciados artificiais dos escritores que vamos entender melhor o ser humano. Os escritores geram textos escritos. Se forem ao açougue e pedirem ao açougueiro o que desejam através de enunciados artificiais, como costumam fazer em seus escritos, eles não serão entendidos e vão causar muita estranheza ao açougueiro. Eles vão ter que usar a oralidade para serem bem sucedidos em sua comunicação. A característica principal da oralidade é a espontaneidade. Se não considerássemos a oralidade, não conseguiríamos elaborar a nossa tese de Doutorado sobre a "cupópia", a fala do Cafundó que tem enunciados como (2) sem concordância verbal.


Qual a conseqüência da ligação da GT com os escritores? A GT formula regras de acordo com os enunciados destes. Como conseqüência, as regras são também artificiais como são os enunciados destes. Assim, as regras são anti-científicas. Ao contrário, a Lingüística formula regras partindo do natural, do espontâneo, do real. A Lingüística vê naturalmente a ordem das palavras em (3), mas rejeita a ordem de (1) e (4).


Por que muitas GT vêm acompanhadas dos rótulos contidos em (5)? São rótulos comerciais que só podem significar que estas foram editadas recentemente. O conteúdo destas, porém, está ultrapassado cientificamente.


Por que nenhuma teoria, mesmo que renovada, é válida para a melhoria da capacidade expressiva do aluno? Não é através da memorização de uma nomenclatura (aliás, bastante imprecisa na GT) que o aluno vai atingir tal objetivo. Não é através da memorização dos vários nomes das peças de um motor de um carro que uma pessoa vai atingir o seu objetivo de aprender a dirigi-lo.


Lista de palavras e enunciados


(1) O jogo realizar-se-á às 16h
(2) Os tata cupopiô
Os home falou (tradução literal)
(3) O menino.....
(4) Menino o.....
(5) nova, moderna

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site www.cafundo.site.br.com.


Nota - Este artigo foi publicado pela primeira vez em 21.09.1996 no jornal Nossa Terra de Itapetininga.

 

 

 

 

 

Gramática Tradicional x Lingüística - III



(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho

 

 

Através dos enunciados em língua portuguesa numerados na lista exemplificativa no final deste artigo, pretendo fazer um estudo comparativo entre a Gramática Tradicional (= GT) e a Gramática Gerativo-Transformacional (= GGT).

A GT possui muitos adeptos que não contribuem em nada para a evolução científica dentre os quais estão os que ignoram a GGT e os movidos por interesses econômicos. A GT tem este nome porque vem da tradição gramatical dos gregos que foi depois assimilada pelos romanos que a propagaram para a Europa Ocidental. Ao contrário da GGT, a GT valoriza a língua escrita e as noções de certo e errado, tem uma nomenclatura que, na maioria das vezes, não diz nada do fato descrito e não consegue fazer ciência, pois está mesclada com arte através de exemplos literários.

 

Os estudos lingüísticos de modo científico surgiram somente no século 19 com o Estruturalismo, mas foi com Noam Chomsky a partir de 1957 que tomaram grande impulso, ganhando muitos seguidores no mundo com a sua GGT. Ele afirma que toda criança de qualquer parte do mundo já nasce com a faculdade da linguagem. Aos 18 meses, uma região de seu cérebro especializada em linguagem já está com prontidão para ela começar a desenvolver a linguagem que faz parte de seu processo cognitivo. Basta que ela esteja exposta à língua falada de sua comunidade para começar a aprendê-la. Isto quer dizer que ela nem precisa ir à escola para aprender a falar a língua de seu meio. Assim, a criança já nasce com os constituintes frasais de todas as línguas do mundo. Ela então vai escolher só aqueles que servem para a língua que ela está aprendendo e que são poucos, fato que facilita a aprendizagem. Com estes constituintes finitos, a criança é capaz de gerar ou entender infinitas frases inclusive as que nunca foram geradas antes. Portanto, estes constituintes são naturais, inatos e anteriores às regras artificiais da GT. Assim, com poucos anos, a criança, se for brasileira, já é capaz de saber intuitivamente que (10) é agramatical, isto é, que não está de acordo com os constituintes inatos de sua língua. Por outro lado, ela sabe que (11) é gramatical. Usuária de sua língua oral há algum tempo, ela então vai à escola e aí algo terrível a espera: a GT que vai deixá-la confusa por não operar com lógica e nem com constituintes naturais com as quais ela já estava acostumada. A palavra gerativo provém dos fatos expostos anteriormente e a palavra transformacional diz respeito às transformações ocorridas durante a passagem da estrutura profunda para a superficial por ocasião da descrição lingüística própria da GGT.

 

A GT afirma que o enunciado da placa comercial de (1) tem o sentido de (2) e, pelo sentido de (2), chega à conclusão de que o grifo de (1) é “partícula apassivadora”. É bastante ilógico analisar um componente de um enunciado através de outro como faz a GT. A análise de (1) deve ser feita em (1) mesmo. Para a GGT, a última palavra de (1) é mero complemento da primeira e o grifo significa alguém. A confusão da GT reside no fato de (1) ter complemento, o que lhe dá a oportunidade de fazer equivocadamente a referida afirmação. E quando o enunciado não tem complemento, caso de (3)? Para a GGT, a análise de (3) é a mesma de (1). Na análise de (3), a GGT concorda com a GT que, neste caso, não se equivoca. Portanto, a GT tem duas análises diferentes para enunciados que são iguais para a GGT. A GGT é totalmente lógica e tem a tendência de reduzir os fatos lingüísticos, diferentemente da GT que possui enorme desejo classificatório, o que lhe confere falsa erudição, caindo sempre no ditado contido em (12). Baseando-se no sentido de (2), a GT afirma que (1) está errado e que o certo é (4). Já a GGT não trabalha com os conceitos de certo e errado e sim com os fatos tais como se apresentam na realidade oral. Apesar das imposições da GT, os usuários da língua portuguesa vão continuar com (1) que tem muito mais naturalidade e lógica que (4).

O enunciado (8) é considerado duplamente errado pela GT que acha que o falante deve usar (9). As razões apresentadas já são aquelas velhas conhecidas. Numa festa junina, o falante que mora na zona rural fala espontaneamente (8) no seu próprio registro. Os moradores do referido local ouvem e não estranham (8) por serem dotados do mesmo registro. Neste contexto, se um visitante da referida festa falar (9), poderá ser criticado por um falante de (8). Portanto, a crítica ao falante de (9) pode partir de usuários do registro contido em (8). O conflito de registros é uma realidade. A palavra grifada iniciando o enunciado como está em (8) é muito freqüente, mesmo que não seja do agrado da GT. Devemos ressaltar também que, em (8), o plural está marcado só no número. Já em (9), o plural está nas duas últimas palavras, o que causa redundância.

As mesmas imposições da GT acompanhadas daquela nomenclatura já comentada estão em (5), (6) e (7). Se a linguagem nasceu para a simples comunicação entre as pessoas, como que a GT pode ter a ousadia de impor-lhes tais enunciados?

 

Lista exemplificativa de enunciados

 

(1) Vende-se casas
(2) Casas são vendidas
(3) Dançou-se a noite toda
(4) Vendem-se casas
(5) Prefiro arroz ao feijão
(6) Obedeço aos pais
(7) Assisto ao jogo
(8) Me passe três quentão
(9) Passe-me três quentões
(10) Foi João Tóquio a
(11) João foi a Tóquio
(12) Para que vamos simplificar, se podemos complicar?

 

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site www.cafundo.site.br.com.

 

 

 

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